Viveiro de Mudas - Arvores Nativas e Arvores Frutiferas

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Nossa Jabuticabeiras são produzidas em nosso
Viveiro de Mudas Floresta em Tupã - São Paulo
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domingo, 3 de janeiro de 2016

Jabuticabeira No Vaso Plastico Jabuticabeira Produzindo

Jabuticabeira no Vaso Plastico – Jabuticabeira Produzindo
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Jabuticabeira vaso - jabuticabeiras: junho 2013. Como fazer mudas de jabuticaba - umcomo, Escolha uma planta já produzindo frutos. corte um galho com 2 a 3 cm de diâmetro e retire o excesso de folhas. pegue dois baldes ou latas grandes (20litros), no. Minicurso sobre bonsai - aprenda um pouco sobre bonsai, Baixe grátis o arquivo minicurso sobre bonsai.pptx enviado por lucas no curso de agronomia na unemat. sobre: aprenda um pouco sobre bonsai. Como cultivar árvores dentro de casa - clikaki - sempre mais!, Saiba como cultivar árvores dentro da sua própria e fazer com que delas até frutos possam sair! as melhores árvores para dentro de casa. para quem gosta de.

Jabuticabeira No Vaso Jabuticabeiras | Free APK to Downloaded
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Então sou velho: Jabuticabeiras: mudas em vasos de desenvolvimento.
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pe de jabuticaba jabuticabeira | Vazlon Brasil
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Jabuticabeira em Vaso - Jabuticabeira Produzindo
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JABUTICABEIRA EM VASOS - MUDAS DE JABUTICABA
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Jabuticabeira em vaso frutos - youtube, Este vídeo mostra o pé de jabuticabas com jabuticabas prontas para a colheita.Jabuticabeira vaso - jabuticabeiras: junho 2013, A jabuticaba, também chamada guapuru ou fruita em são paulo[1], é o fruto da jabuticabeira, uma árvore frutífera brasileira da família dasmirtáceas, nativa da.Jabuticabeira - .:: úcleo de estudo em fruticultura , Cultura da jabuticabeira borges, m. h. c. b.Jaboticaba, uma fruta nota mil - apremavi.org.br, A jabuticabeira (myrciaria trunciflora) é uma árvore nativa da mata atlântica, que ocorre do sul de minas gerais até o rio grande do sul. É conhecida por seus.
Fonte:http://decoridea.homebro.xyz/tag/jabuticabeira-no-vaso-plastico-jabuticabeira-produzindo.html

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Jabuticaba ou Jabuticabeira



Jabuticaba
A jabuticaba, também chamada guapuru ou fruita em São Paulo , é o fruto da jabuticabeira, uma árvore frutífera brasileira da família das mirtáceas, nativa da Mata Atlântica. Com a recente mudança na nomenclatura botânica, há divergências sobre a classificação da espécie: Myrciaria cauliflora (Mart.) O. Berg. 1854, Plinia trunciflora (O. Berg) Kausel 1956 ou Plinia cauliflora (Mart.) Kausel 1956. Segundo Lorenzi et al. , Plinia trunciflora seria outra espécie, a jabuticaba-café.

Descrita inicialmente em 1828 a partir de material cultivado, sua origem é desconhecida. Outros nomes populares: jabuticabeira-preta, jabuticabeira-rajada, jabuticabeira-rósea, jabuticabeira-vermelho-branca, jabuticaba-paulista, jabuticaba-ponhema, jabuticaba-açu. Outra espécie de jabuticabeira é a Myrciaria jaboticaba (Vell.) Berg, conhecida como jabuticaba-sabará e encontrada com mais frequência nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, no Brasil.
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Jabuticaba

domingo, 22 de novembro de 2015

Jabuticabeiras centenárias



Fonte: Osvaldo Piccinin

Jabuticabeiras centenárias

Jabuticabeiras centenárias
(*) por Osvaldo Piccinin
Existem muitas coisas que são típicas do Brasil. A jabuticabeira é uma dessas preciosidades. Esta frutinha de cor preta e sabor agridoce é nativa do nosso país.
Hoje temos variedades precoces, modificadas geneticamente, que dão frutos com apenas dois ou três anos depois de plantadas, mas nem sempre foi assim. Antigamente as árvores nativas demoravam de dez a quinze anos para começarem a produzir.
Quero homenagear quatro jabuticabeiras centenárias que fizeram parte da minha infância e acompanham minha família por três gerações. Trata-se de pés francos, ou seja, nascidos de sementes e não de um enxerto.
O autor dessa proeza foi meu bisavô, Pietro, há quase cento e trinta anos, quando imigrou da Itália para Tatu, um lugar próximo da cidade de Limeira/SP, a fim de trabalhar com seus dois filhos numa fazenda de cultivo de café lá pelos idos de 1890, logo após a uma terrível crise na Europa.
Contava meu avô, que estas árvores deram os primeiros frutos quinze anos após o plantio das sementes. São da variedade Sabará e seus frutos maravilhosamente adocicados pela natureza são do tamanho de uma bola de gude, negras e brilhantes – obra prima da natureza!
As frutíferas, com vinte anos de idade, portanto produzindo há cinco, foram transplantadas pela primeira vez, quando a família se mudou para outro lugar distante. Não  tiveram dúvida, apesar de muito trabalho, levaram as árvores junto e no quintal da nova casa foram plantadas. Lá ficaram por mais vinte anos produzindo frutos e fazendo a alegria da família. Assistiram meus avós envelhecerem e criarem todos seus onze filhos.
Em seguida houve mudança novamente e desta vez para o sítio que meu avô acabara de comprar. E lá se foram as jabuticabeiras onde ficaram por mais cinqüenta anos, e aí começou a nossa amizade e a nossa história.
No sítio onde nasci, ocupavam um lugar bucólico no final da colônia. Recebiam água em suas raízes quase que diariamente, coisa que gostam muito e lhes faz produzir em abundância.
Ficavam enfileiradas uma ao lado da outra e tinham praticamente o mesmo porte, bastantes galhos e muita carga todo ano. Além das frutas, também nos forneciam forquilhas para nossos estilingues, que ignorantemente usávamos para caçar os indefesos passarinhos.
Quando floresciam, eram as abelhas que faziam festa em suas flores brancas e perfumadas. Logo em seguida à florada, vinham os pequenos frutos verdes, praticamente um em cima do outro, agarrados firmemente em seu tronco e galhos.
Éramos muitos meninos no sítio e todos acompanhavam a evolução dos frutos até a maturação, com atenção e respeito, pois foi assim que nossa avó nos ensinou - ninguém podia pegar uma fruta sequer antes que todas estivem maduras - e recebêssemos sua autorização.
A produção era tanta que além de nos deliciarmos chupando as frutas ainda sobrava para geleias, vinhos e para os sabiás e sanhaços.
Lembro-me de minha avó sentada embaixo das fruteiras contando para nós a história dessas árvores, bem como nos passando sábios ensinamentos de vida. Para não estragar os frutos do topo das árvores ela nos recomendava começar a colheita pela parte de baixo do tronco. Ela repetia sempre o mesmo conselho: "Não vão engolir o caroço, pois poderão entupir 'o cano da descarga!'". Quem não obedecia, se dava mal, com certeza.
Mas a história das jabuticabeiras viajantes não parou por aí. Depois de vários anos neste local, meu pai as transplantou novamente para o sítio dele, não muito distante. E estão até hoje produzindo frutos por mais quarenta anos - uma bênção!
Segundo fontes agronômicas, se bem cuidadas estas árvores viverão por duzentos anos ou mais e com certeza ainda farão a alegria de muitas gerações.
E VIVA AS JABUTICABEIRAS DO BRASIL!
Osvaldo Piccinin Crônicas
(*) Osvaldo Piccinin é engenheiro agrônomo formado pela ESALQ e sócio-fundador da Agro Amazônia.
Foto: Reprodução / Emater-GO

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

7 perguntas sobre o cultivo de jabuticaba

Saiba como evitar ataques de insetos à jabuticabeira, prevenir seu estouro, aparecimento de fungos e improdutividade

dia_das_crianças_Sítio_Picapau_Amarelo (Foto: Filipe Borin / Editora Globo)
A jabuticabeira é uma árvore típica da Mata Atlântica, cujos frutos são ricos em vitamina C e vitaminas do Complexo B. Cada 100 gramas tem em média 45 calorias, sendo recomendado o consumo moderado para pessoas com diabetes. Abaixo, você confere as respostas de especialistas às dúvidas enviadas pelos nossos leitores:
1) Ataques de insetoMarimbondos estão estourando as jabuticabas dos 15 pés que tenho em minha chácara. O que eu faço? Pergunta de Maria Luzia Novaes, São Paulo (SP).
Marimbondos e abelhas podem causar danos aos frutos da jabuticabeira. Isso porque ambos se alimentam do néctar das jabuticabas, tornando-as impróprias para consumo. Um paliativo para minimizar o problema é a utilização de calda de fumo, cuja finalidade é repelir os insetos. Misture 100 gramas de fumo de corda com meio litro de álcool e, em seguida, adicione meio litro de água. Mantenha a solução em descanso por 15 dias. Corte 100 gramas de sabão em pedra neutro em pedaços pequenos e dissolva-os em 10 litros de água quente. Deixe esfriar e junte à mistura curtida e coada.
As pulverizações devem ser aplicadas no fim do dia. Se possível, faça também plantio de citronela, planta que é um repelente natural. A visita de um profissional, antes de aplicar qualquer outra medida, se faz necessária para obtenção de diagnóstico correto quanto ao ataque de broca na lichia.
Consultor: Diego Xavier, técnico de apoio do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Campinas, SP, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tel. (11) 4582-7284, dxavier@iac.sp.gov.br
2) Abelhas nas jabuticabas: Abelhas irapuás estão comendo os frutos ainda verdes da jabuticabeira. O que se deve fazer para interromper o ataque delas? Pergunta de Maria José de Souza Silva, Maceió (AL).
Apesar de serem pragas agrícolas de muitas espécies de frutas, é bom lembrar que as abelhas irapuás ou arapuás,Trigona spinipes, também têm importante papel no auxílio da polinização de fruteiras e na produção de mel. Elas procuram nas plantas partes nas quais possam coletar resina para a construção de seus ninhos. Quando estão causando prejuízos à cultura, no entanto, não são difíceis de ser combatidas. A grande dificuldade está no fato de que a principal recomendação de controle é eliminar a colmeia que, às vezes, está instalada distante do local de ataque.

Siga as abelhas quando elas retornam para o ninho ao entardecer. Ao localizar o ninho, leve-o para um lugar ainda mais longe, cujo procedimento é melhor que seja feito por um profissional, como um pesquisador, apicultor ou meliponicultor, que possua conhecimentos técnicos e os materiais, além das devidas autorizações legais, para a captura, deslocamento e instalação da colônia em outra área que não cause transtornos. Como em geral são ninhos pequenos, não há a necessidade de aplicar inseticidas, sobretudo devido ao perigo do manuseio e aplicação de agrotóxicos sem as devidas precauções.
Consultor: Eduardo Suguino, pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, esuguino@apta.sp.gov.br
3) Estouro das jabuticabas: Embora as jabuticabas nasçam sadias e apresentem bom desenvolvimento, quando estão amadurecendo as cascas se rasgam, o fruto seca no próprio pé e, em seguida, cai. Como é possível recuperar a jabuticabeira, pois já perdi uma florada? Pergunta de Fabio Ferreira Jardim, Araraquara (SP).
Conhecido como estresse hídrico na literatura científica, irrigações descompensadas podem ser a causa da rachadura das jabuticabas. Por vários dias a planta recebe muita água, mas depois passa por uma época prolongada de seca seguida, então, por períodos chuvosos ou, novamente, por irrigações. Deficiência nutricional e ataques por insetos também são fatores que podem facilitar o rompimento das cascas. A visita de um profissional para analisar a jabuticabeira de perto é a recomendação para obter um diagnóstico mais preciso e o tratamento mais adequado.
Consultor: Diego Xavier, técnico de apoio do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Campinas, SP, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tel. (11) 4582-7284, dxavier@iac.sp.gov.br
4) Ferrugem na jabuticabeira: Como se combate a presença de ferrugem em jabuticabeiras? Pergunta de Luis Carlos Soares de Lima, São Sebastião do Paraíso (MG).
A ferrugem é uma doença que ataca as jabuticabeiras e é provocada pelo fungo Puccinia psidii. Afeta folhas, botões, frutos e ramos, formando manchas necróticas circulares com a presença de um pó amarelo vivo. Ocorre principalmente em períodos de baixas temperaturas e alta umidade do ar.
Não existem fungicidas registrados para o combate da doença, mas indica-se a aplicação de enxofre em pó molhável, que controla a ferrugem e é pouco tóxico, durante o desenvolvimento dos frutos. Pode-se pulverizar também com calda bordalesa, elaborada com 100 gramas de sulfato de cobre dentro de um saco de pano e colocado de molho em 5 litros de água morna. Após 24 horas, junte o material a uma solução de 100 gramas de cal virgem com 5 litros de água e misture bem. Em seguida, coe e despeje em um pulverizador para aplicar na planta. Outras medidas que podem ser adotadas são: realizar uma poda de limpeza, retirando os ramos em excesso, os doentes, os quebrados e os mal posicionados, a fim de arejar e aumentar a insolação interna da copa; não deixar faltar água nas plantas; e adubar as jabuticabeiras com esterco de curral curtido.
Consultor: José Carlos Cavichioli, pesquisador da Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Av. Miguel Stéfano, 3900, Água Funda, São Paulo, SP, CEP 04301-903, Tel. (11) 5067-0447.
agricultura_jabuticaba (Foto: Thinkstock)
5) Jabuticabeiras improdutivas: O que pode estar impedindo a produção de um pé de jabuticaba com cerca de 15 anos e outro com 10 anos, que fazem parte do pequeno pomar do quintal da casa do meu avô? Pergunta de Vitor Higino de Almeida JesusMauá (SP).
Muitos são os fatores que, isoladamente ou não, podem interferir e impedir produção de frutos nas jabuticabeiras. A genética da planta, as diversas enfermidades existentes na cultura, os aspectos do meio ambiente onde está instalada a plantação, e a nutrição insuficiente para o desenvolvimento da fruteira são alguns deles. Para desvendar o problema, a melhor sugestão é solicitar a visita de um profissional da área agrícola, para que ele possa coletar informações no local e, assim, diagnosticar com maior precisão o que está danificando a evolução da jabuticabeira. Ciente da situação, ele poderá indicar medidas, se houver, para a correção da planta.
Consultor: Diego Xavier, técnico de apoio do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Campinas, SP, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tel. (11) 4582-7284, dxavier@iac.sp.gov.br

6) Jabuticabeira de fôlego: Um amigo tem no quintal de sua casa duas jabuticabeiras, sendo uma com características peculiares: frutos de tamanho acima da média, com casca grossa e polpa consistente. Gostaríamos de saber a qualidade e como retirar mudas da planta. Liz Zanchetta Dagostino, São Paulo (SP)
É possível que se trate de uma jabuticabeira-ponhema, cujos frutos chegam a atingir 5 centímetros de diâmetro. A jabuticabeira-sabará, mais fácil de encontrar, possui frutos com diâmetros variando de 1,5 a 3 centímetros. Devido ao fruto menor e mais adocicado, a sabará tende a ser a mais apreciada pelos consumidores. Para obter mudas da jabuticabeira-ponhema, indica-se a propagação vegetativa, procedimento que reduzirá o tempo necessário até ocorrer a primeira frutificação. O método mais utilizado para se propagar jabuticabas, em geral, é a enxertia por garfagem.
Consultor: Eduardo Suguino, pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, esuguino@apta.sp.gov.br

7) Fungos nas jabuticabas: Qual medida devo tomar, ao menor custo possível, para tratar dos fungos presentes nos 60 pés de jabuticabas que tenho em meu sítio? Pergunta de Denise Vianna de Andrade Lima, São Paulo (SP).
O mais indicado é recolher amostras do “fungo” da planta e enviá-las a um profissional ou a alguma instituição de pesquisa ou casa da agricultura da região. O objetivo é fazer a correta identificação do patógeno, para que seja sugerido o tratamento mais adequado para a recuperação das jabuticabeiras.
Fotos, em alguns casos, auxiliam no rápido reconhecimento do problema. E, mesmo que seja confirmada a presença da doença, é necessário o acompanhamento de aplicação do agrotóxico por um profissional habilitado, visto que há um número relativamente grande de plantas infestadas e há a possibilidade de perigo de contaminação pelo manejo inadequado.
Consultor: Eduardo Suguino, pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, esuguino@apta.sp.gov.br

Fonte:http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2014/11/7-perguntas-sobre-o-cultivo-de-jabuticaba.html

domingo, 30 de agosto de 2015

A mais brasileira das frutas tem aparência de durona. Puro disfarce. Um apertão..

Jabuticaba

Nome científico : Myrciaria cauliflora
A mais brasileira das frutas tem aparência de durona. Puro disfarce. Um apertão... e ploct. A jabuticaba explode e expele sem resistência sua polpa doce e esbranquiçada. Bom mesmo é comer arrancando direto do pé, escolhendo as mais graúdas. Ou de baciada, uma atrás da outra.

Nativas do Brasil as jabuticabeiras são árvores que podem ser encontradas em quase todo o país, sobretudo em Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.
Árvore geralmente alta (até 8 metros), ramos com casca. Arvore de crescimento lento.
Suas folhas são pequenas e simples, opostas, glabras, brilhantes, lanceoladas, medem de 3 a 5 cm de comprimento por 1 a 2 cm de largura, vermelhas quando jovens, verdes posteriormente.
Flores pequenas, brancas e bem vistosas, que surgem directamente nos troncos, ramos e até raízes descobertas. Floresce duas vezes por ano.
O período entre a floração e a maturação da fruta compreende cerca de quarenta dias. Frutos tipo bagas globosas de até 3 cm de diâmetro, arredondados de cor roxa escura, quase preta. Polpa esbranquiçada, doce, comestível, saborosa com uma a quatro sementes.
A jabuticaba é utilizada para vários fins, tanto culinários, como medicinais. Entre estes é mencionada a decocção da casca, como remédio para a asma. Por sua semelhança à uva, muitos produtos, como o vinho, suco, geléia, licor e vinagre podem ser feitos com a jabuticaba.
Fructificação no final do inverno e primavera.
O fruto amadurece em cerca de 3 semanas após o florescimento e até 5 colheitas podem ser feitas por ano, em condições ideais de clima e cultivo.


© Hervé Thery

Da família das mirtáceas - a mesma da pitanga -, a jabuticaba é uma fruta exclusivamente brasileira, típica da Mata Atlântica. Apesar de haver cerca de 15 variedades da fruta, pouca gente distingue bem uma da outra. É que a única jabuticaba amplamente comercializada é uma espécie chamada sabará (Myrciaria jaboticaba), considerada a mais doce. A paulista (Myrciaria cauliflora), maior e mais azedinha, também pode ser encontrada.
Um tipo raro e incomum bastante cultuado no universo jabuticabeiro é a branca (Myrciaria aureana), que, diferentemente de todas as outras, é verde. As variedades restantes? Só procurando de pomar em pomar.

Fruto difícil de encontrar nos mercados, pois como dizia Carlos Drummond de Andrade, "jabuticaba se chupa no pé".
Em Minas Gerais era comum o hábito de alugar um "pé de jabuticaba" : o inquilino tinha o direito de passar ali o dia inteiro chupando as frutas, as doces "pretinhas", até o quando pudese aguentar...
Quem nunca provou um "beijo de jabuticaba" roubado do pé carregadinho, que se apresse, pois a safra, mesmo abundante, dura pouco.
O tamanho, a robustez e a longevidade alcançada pela jabuticabeira sugerem frutos de natureza mais resistente, duráveis e até maiores.

Mas a verdade é que a jabuticaba é uma fruta que não gosta de sair de casa, seja deste lado ou do lado de lá do mundo. Estoura à mínima pressão e começa a fermentar no mesmo dia da colheita. Além disso, é uma planta sem pressa, descansada, que demora mais de uma década para dar os primeiros frutos - daí a grande quantidade de jabuticabeiras híbridas ou "produzindo" à venda.
E, quando finalmente dá fruta, é arrebatadora: "Não acredito, a jabuticabeira aqui de casa deu fruto pela primeira vez! Ia fotografar, mas comi o potinho inteiro, antes. Doces! Demorou uns 15 anos para se manifestar", escreveu recentemente a escritora Nina Horta em seu blog. A mesma Nina tentou adivinhar o deslumbre de Paul Bocuse frente à fruta, em capítulo de Não É Sopa, com a citação: "La jabuticaba n’est pas pour le bec de tout le monde. Extraordinaire..." ("jabuticaba não é para o bico de todo mundo. Extraordinária").

A fruta povoa também um capítulo inteiro de Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. É lembrada por Guimarães Rosa em Primeiras Estórias e homenageada por Bebel Gilberto ("If I could name a fruit for you it would be jabuticaba") e Gilberto Gil ("É o Grande Sertão: Veredas, Reino da Jabuticaba").

       

        

                                                                "Atrás do grupo-escolar ficam as jabuticabeiras.
Estudar, a gente estuda. Mas depois,
ei pessoal: furtar jabuticaba.
Jabuticaba chupa-se no pé.
O furto exaure-se no ato de furtar
Consciência mais leve do que asa
ao descer,
volto de mãos vazias para casa."
Menino AntigoCarlos Drummond de Andrade



Com ou sem caroço?
Não tem certo e errado, mas "jabuticaholics" juram que é melhor cuspir. Por três motivos: se você engole o caroço de uma vez, não ‘curte’ a polpa que o envolve - e a ideia é que antes de cuspir você o chupe. Se engolir direto, perderá a chance de mordiscá-lo e sentir o sabor azedinho. Por último, o caroço causa prisão de ventre.

Jabuticaba de beber
A casca tem um leve amargor, a polpa é extremamente doce; e o caroço, azedinho. Por unir em uma só fruta qualidades tão distintas, a jabuticaba é ótima para ser "engarrafada". Além do bom sabor, as bebidas com jabuticaba saem na frente em relação aos pratos no quesito durabilidade - você consegue manter a jabuticaba o ano todo na despensa. Prova da versatilidade da fruta é a galeria com as bebidas ao lado. Uma caipirinha para abrir o apetite, um licor ou um "vinho do porto" para fechar a refeição, o frisante para acompanhar o prato principal ou uma cerveja com petiscos? É só escolher.

Caipirinha
Refrescante como toda caipirinha, tem a vantagem de ser feita com uma fruta muito doce, que ‘quebra’ o álcool da cachaça envelhecida Jacuba de Ouro (MG). É servida no Mocotó (Av. Nossa Senhora do Loreto, 1.100, 2951-3056)

Licor
Para quem gosta de terminar as refeições com um sabor doce. Leva jabuticaba, açúcar e cachaça. Andrea Kaufmann, do AK (R. Fradique Cotuinho, 1.240, 3231-4496), tem uma versão com vodca que lembra uma batida

Vinho 'do porto' e frisante
O 'porto' é ácido e agradável, com boa presença de jabuticaba. Menos doce que o licor. Já o cheiro do frisante lembrou lata de sardinha; agradou menos. Empório do Abade (Av. Brig. Luís Antônio, 2.013)

Cerveja
A mineira Falke Vivre Pour Vivre nasceu de um lote de tripel Monasterium que sofrera ação láctica. Adicionou-se suco de jabuticaba. Resultado: notas da fruta e boa acidez. Alto dos Pinheiros. R. Vupabussu, 305.



Geléia de Jabuticaba

Ingredientes: 500 g de jabuticaba, 1/2 l de água, 500 g de açúcar, 3 colheres (sopa) suco de limão

Modo de Preparo: Lave as frutas, amasse-as um pouco e leve ao fogo com água. Cozinhe 20 minutos em fogo baixo. Passe por peneira fina, retirando o bagaço.
Acrescente o açúcar ao líquido, mexendo bem. Junte o suco de limão. Leve ao fogo alto. Cozinhe até o ponto de geléia, sem mexer para não açucarar, apenas retirando a espuma rósea que se forma na superfície e pronto.

FONTE:http://www.arara.fr/BBJABUTICABA.html

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Erva de passarinho em jabuticabeira

gr_responde_jabuticabeira (Foto: Shutterstock)
Algumas jabuticabeiras, plantadas em meu sítio na região serrana do estado do Rio de Janeiro, estão sendo invadidas pelas "ervas de passarinho". Como eliminá-las, pois a retirada manual é difícil por serem árvores grandes?Francisco Renato Vieira de Alencar Rio de Janeiro, RJ
A erva de passarinho é uma planta parasita que, por meio de raízes modificadas, absorve nutrientes da planta hospedeira. Em muitos casos, além de causar o enfraquecimento da planta atacada, pode também levá-la à morte. Para não correr esse risco, a melhor recomendação é retirar os ramos contaminados, o que pode ser feito por meio de uma poda de limpeza. Em seguida, eles devem ser destruídos. Opte por atear fogo nos galhos, a fim de impedir que sobrevivam em outras plantas do local. Se forem grossos os ramos da jabuticabeira, dificultando a execução da poda, a erva terá de ser extraída manualmente dos troncos da fruteira. Use um instrumento de corte, como faca, canivete ou facão, ou outra ferramenta que realize um trabalho semelhante. A melhor época para retirar os galhos é antes da produção de sementes da erva de passarinho, assim a infestação é contida.

O controle por meio da poda é indicado durante o inverno, já que algumas plantas hospedeiras perdem suas folhas, tornando mais fácil localizar e erradicar a praga. Existem relatos de tentativas de controle com herbicidas, mas os agrotóxicos utilizados não diferenciam a jabuticabeira da erva de passarinho e podem matar a frutífera também.
Consultor: Eduardo Suguino, pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, esuguino@apta.sp.gov.br
Fonte:http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/gr-responde/noticia/2013/12/erva-de-passarinho-em-jabuticabeira.html

domingo, 19 de julho de 2015

Cultura da jabuticabeira

1 – Histórico, origem e importância
. “Tempos atrás, provavelmente, as jabuticabeiras vegetavam nas áreas que margeavam os rios e córregos da região Sudeste, dando formação a extensas capoeiras e matas repletas pela árvore, tendo se expandido tanto naturalmente como através do cultivo. Desde sempre, quando o homem aprendeu a cultivá-la e a saborear seus frutos, a jabuticabeira é árvore obrigatória em qualquer pomar ou quintal. Nas fazendas do sul de Minas Gerais e de São Paulo foi bastante freqüente - e seria bom que continuasse a sê-lo - o costume de se manterem extensos pomares formados, exclusivamente, por diferentes variedades de jabuticabeiras: verdadeiros jabuticabais que, sem qualquer pretensão comercial, proviam de seus deliciosos frutos as afortunadas famílias e a comunidade de seus agregados” (Jabuticaba in Bibvirt, on line...).
Planta frutífera de origem sul-americana (brasileira), conhecida há mais de 400 anos, também existente no Paraguai, Uruguai e Argentina. A jabuticabeira, mirtácea, espontânea em grande parte do Brasil, mais comum em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, encontradiça noutras, como Bahia, Pernambuco, Paraíba, Pará, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso(Jabuticaba in Catálogo Rural, on lin...).
O nome jabuticaba tem origem indígena, e foi assim denominado pelos tupis , que saboreavam seu fruto, tanto na forma natural como fermentada e a chamavam jaboticaba: jaboti (cágado), caba (lugar onde) (Jabuticaba... in Coopercampus, on line...), ou iapoti'kaba, cujo significado é "frutas em botão"(Sales, 2002) “Foi o primeiro [fruto indígena] a ser introduzido em pomares” (Dicionário... in Sociedade Brasileira..., on line...).

Cultura da jabuticabeira

Pode também ser conhecida como jaboticaba-assu, jaboticaba-de-campinas, jaboticabeira, jabuticatuba (Jabuticaba in Plantas Medicinais, on .line...), jabuticaba-paulista, jabuticaba-açu, jabuticaba-do-mato, jabuticaba-panhema. (Bela Ishia, on line...),entre outros.
De acordo com Mattos apud Donadio (2000) as jabuticabeiras, ou jaboticabeiras (nome mais comum) pertencem à família Myrtaceae, uma das mais importantes famílias frutíferas de ocorrência no Brasil. Dela também fazem parte, frutíferas como: guabiroba, Cambuí, cambucí, araçá, goiaba, grumixama, cambucá, pitanga e pêssego-do-mato.
Dentre as várias espécies de jaboticabeira que são citadas, Myrciaria jaboticaba, comhecida como Sabará, é a principal de cinco espécies cuja distribuição geográfica é descrita por Mattos, citado por Donadio (2000), e ocorre principalmente entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Donadio (2000) menciona, ainda, várias espécies como Myrciaria trunciflora Ber citando Lorenzi (1992), a qual ocorre de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, nas matas pluviais atlânticas e nas submatas; M. ibarrae Lundell, da Guatemala, M baporeti Legrand, da Argentina e Uruguai, M. floribunda Berg, das Antilhas e Sul do México ao Brasil e M. vismeifolia Berg, das Guianas, citando Fouqué (1974). Segundo Donadio (2000), não foram mencionadas espécies nativas de Myrciaria na África e Ásia em citação feita por Martin et al (1987). Donadio (2000) ressalta, ainda, que existem outras espécies de Myrciaria que não são do grupo das jabuticabas, dentre elas, M. dubia Macvaug L., o camu-camu. Também menciona outras espécies que são ornamentais. Ressalta ainda, que a jabuticaba brava do Pantanal não é uma Myciaria, mas pertence a espécie Myrcia tomentosa.
Fonte:http://www.ebah.com.br/content/ABAAABi1oAK/cultura-jabuticabeira