Viveiro de Mudas - Arvores Nativas e Arvores Frutiferas

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Nossa Jabuticabeiras são produzidas em nosso
Viveiro de Mudas Floresta em Tupã - São Paulo
Endereço:
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terça-feira, 30 de abril de 2013

Jabuticabeiras Nome Cientifico Myrciaria cauliflora


Nome científico: Myrciaria cauliflora
Jabuticaba
Nativas do Brasil as jabuticabeiras são árvores que podem ser encontradas em quase todo o país, sobretudo em Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.
Árvore geralmente alta (até 8 metros), ramos com casca.
Suas folhas são pequenas e simples, opostas, glabras, brilhantes, lanceoladas, medem de 3 a 5 cm de comprimento por 1 a 2 cm de largura, vermelhas quando jovens, verdes posteriormente.
Flores pequenas, brancas e bem vistosas, que surgem directamente no caule e ramos. Floresce duas vezes por ano.
O período entre a floração e a maturação da fruta compreende cerca de quarenta dias. Frutos tipo bagas globosas de até 3 cm de diâmetro, arredondados de cor roxa escura, quase preta. Polpa esbranquiçada, doce, comestível, saborosa com uma a quatro sementes.
Fructificação no final do inverno e primavera.
O fruto amadurece em cerca de 3 semanas após o florescimento e até 5 colheitas podem ser feitas por ano, em condições ideais de clima e cultivo.
Fruto difícil de encontrar nos mercados, pois como dizia Carlos Drummond de Andrade, "jabuticaba se chupa no pé".
Em Minas Gerais era comum o hábito de alugar um "pé de jabuticaba" : o inquilino tinha o direito de passar ali o dia inteiro chupando as frutas, as doces "pretinhas", até o quando pudese aguentar...
Quem nunca provou um "beijo de jabuticaba" roubado do pé carregadinho, que se apresse, pois a safra, mesmo abundante, dura pouco.
O tamanho, a robustez e a longevidade alcançada pela jabuticabeira sugerem frutos de natureza mais resistente, duráveis e até maiores.
"Atrás do grupo-escolar ficam as jabuticabeiras.
Estudar, a gente estuda. Mas depois,
ei pessoal: furtar jabuticaba.
Jabuticaba chupa-se no pé.
O furto exaure-se no ato de furtar
Consciência mais leve do que asa
ao descer,
volto de mãos vazias para casa."
Menino Antigo, Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Jabuticabeira Fruta bem brasileira


JABUTICABEIRA

Myrciaria cauliflora

Ocorrência

Jabuticabeira
É espontânea em grande parte do Brasil, com mais freqüência em Minas Gerais , Espirito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, mas pode também ser encontrada em outras regiões do país, como na Bahia, ou em Pernambuco, Paraíba, Ceará, Pará, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Outros nomes

Jabuticaba, fruita, jabuticaba-preta, jaboticaba, jabuticaba-açu, jabuticaba-do-mato, jabuticaba-paulista, jabuticaba-sabará, jaboticabeira

Características

Espécie perenifólia, de porte médio, podendo chegar a 7 m de altura. Tronco ramificado, de casca fina e muito lisa, que se descama anualmente em placas.
Folhas glabras, brilhantes, pequenas, de 3 a 5 cm de comprimento, lanceoladas, avermelhadas quando novas, com glândulas translúcidas. Flores brancas, pequenas, presas diretamente no caule e ramos (caulifloria).
Fruto baga globosa, de até 3 cm de diâmetro, casca de avermelhada a quase preta com polpa mucilagenosa, branca, agridoce, comestível, saborosa, com uma única semente.
Não suporta estiagens prolongadas e geadas fortes. É uma árvore de grande longevidade. Comumente demora para dar os primeiros frutos, mas quando começa não pára mais, e quanto mais velha, melhor e mais produtiva. Um grama de semente pode conter de 40 a 50 unidades.

Habitat

Formações florestais do complexo atlântico e das florestas estacionais semideciduais

Propagação

Sementes, estaquia, mergulhia e por enxertia

Madeira

Moderadamente pesada, compacta, elástica, dura, de longa durabilidade quando protegida de intempéries.

Utilidade

Fruta consumida ao natural ou como geléias. A polpa fermentada produz licor. A casca é adstringente, útil contra diarréia e irritações da pele. A madeira é utilizada para utensílios domésticos pela elevada durabilidade, para o preparo de vigas, esteios, dormentes e obras internas.
É uma planta elegante de folhas pequenas e atinge seu "auge" como planta ornamental durante a floração e frutificação. É uma planta própria para o quintal ou pomar.

Florescimento

Agosto a setembro

Frutificação

Setembro a novembro. A planta inicia produção entre o quinto e o oitavo ano, e a produção pode prolongar-se por 30 anos ou mais.

Cuidados

Apesar de todas as suas qualidades, do sabor tão apreciado e da abundância de frutos que oferece a cada floração, a jabuticabeira continua sendo, até hoje, uma fruteira quase exclusiva de pomares caseiros ou de pequenas plantações. Ou seja, não se encontram pomares verdadeiramente comerciais de jabuticabas.
Os dois principais fatores que restringem a expansão de sua cultura são, em primeiro lugar, os custos e as dificuldades de uma colheita num pomar com muitas árvores; e, em segundo, a precariedade da conservação de seus frutos, uma vez que o fruto deve ser colhido pronto para o consumo e que a sua fermentação inicia-se praticamente no mesmo dia da colheita.
Fonte: www.vivaterra.org.br



Jabuticaba
A jabuticaba é uma fruta silvestre, de cor roxo-escura ou negra, segundo a variedade da planta, e polpa suculenta, mole e esbranquiçada. Pode ser consumida ao natural ou usada para fazer doce, geléia, licor ou vinho.
É rica em ferro e contém, em menores quantidades, cálcio e fósforo. Também fornece algumas vitaminas, principalmente a C, sendo comprada por quilo.
Quando for escolher prefira as jabuticabas que estiverem viçosas, firmes, brilhantes e sem rachaduras. Como é uma fruta que se estraga com muita facilidade, consuma a jabuticaba no mesmo dia da compra. Para guardar por 1 ou 2 dias, lave, enxugue bem e guarde na gaveta da geladeira
Para fazer licor ou vinho de jabuticaba, a fruta deve ser amassada em socador de madeira ou numa vasilha de vidro. Já para preparar geléia não é necessário estourar a jabuticaba, pois elas arrebentam com o calor do fogo.

domingo, 28 de abril de 2013

Jabuticabeiras e Aspectos Gerais


Aspectos Gerais

Jabuticaba
Planta frutifera de origem sul-americana (brasileira), conhecida há mais de 400 anos, também existente no Paraguai, Uruguai e Argentina. Indigenas tupis saboream seu fruto, que chamavam jaboticaba jaboti (cágado), caba (lugar onde) na forma natural ou em bebida fermentada que preparavam. Muito conhecida no sul do país a jaboticabeira é encontrada vegetando desde o estado do Pará ao Rio Grande do Sul.

Usos da Jaboticabeira

Planta: a madeira, resistente, é destinada ao preparo de vigas, esteios, dormentes e obras internas.
Fruto: em uso caseiro o fruto é consumido ao natural ou usado no preparo de doces, geleias, licores, vinho, vinagre. Em indústria, o fruto é usado para o preparo de aguardente, geleias, jeropiga (vinho artificial), licor, suco, xarope; o extrato do fruto é usado como corante, de vinhos e vinagres.
Em medicina caseira utiliza-se: o chá-de-cascas para tratar anginas, desinteria e erisipelas; a entrecasca do fruto, em chá, destina-se ao tratamento de asma.

Botanica / Descrição / Tipos

A jabuticabeira é vegetal da família Myrtaceae, Dicotiledonae, genero Myrciaria, que possue varias espécies a saber: M. coronata (jaboticaba coroada), M. cauliflora (jaboticaba paulista), M. peruviana (jaboticaba de cabinho), M. grandi flora (jaboticatuba), M. jaboticaba (jaboticaba sabara), entre outras.
Planta com porte variavel (3 a 9 m. de altura - segundo a espécie), cauliflora (flores em tronco e ramos), folhas opostas e lanceoladas, flores brancas; fruto globoso, de tamanho variavel (diametro entre 1,6 a 2,9 cm.), cor variada (roxa, branca, verde, rosada) quando maduro, polpa branca, saborosa e doce, com 1 a 4 sementes amareladas..
Entre os tipos mais comuns encontra-se: Sabará: árvores pequenas, com grande potencial produtivo, ou árvores grandes com pouco potencial produtivo, frutos pequenos, roxos, doces, de maturação precoce.
Paulista: árvore de grande porte, frutos grandes, escuros, com maturação tardia. 
Branca: árvore pequena, com frutos tamanho médio, cor verde-clara. 
De cabinho: com frutos pequenos, rosados, claros, que possuem pedunculo (cabinho) comprido.

Necessidades da Planta

Clima
Planta de clima tropical e subtropical úmido, sem excesso de umidade; não suporta estiagens prolongadas e geadas fortes. Em regiões secas o cultivo da jaboticabeira requer irrigação adequada; jaboticabeiras desenvolvendo-se bem são encontradas em regiões onde a temperatura média anual está em torno de 20ºC (Rio Grande do Sul) a regiões onde a temperatura média anual está em torno de 30ºC (Pará). A pluviosidade mínima (chuvas) requerida é de 1.000mm./ano( ideal em torno de 1.500mm./anuais bem distribuidos).
A umidade relativa do ar entre 75% a 80% e luminosidade em 2.000 horas/luz/ano. Com cortinas quebra-vento (eucalipto, grevilha, pinus) o pomar deve ser protegido de ventos dominantes.
Solos
Embora adaptável a solos de tipos diversos a jabuticabeira requer, preferencialmente, os silico argilosos; devem ser profundos, bem drenados, ferteis, com boa umidade (na floração/frutificação), pH 6,5-7,0. Os terrenos devem ter altitude até 500 m.; a planta não se adapta às várzeas.

Propagação

A jabuticabeira pode ser propagada por sementes, por estaquia, por enxertia; embora mais precoces que as plantas pé-franco os enxertos produzem plantas de copas menores e menos produtivas.
Obtenção de Sementes
Os frutos fornecedores de sementes devem ser colhidos em plantas boas produtoras, precoces e isentas de pragas e doenças; a seleção do fruto subordina-se à forma, tamanho, coloração e natureza da superficie segundo caracteristicas da espécie. As sementes obtidas devem ser bem constituidas, vogorosas e sadias, na sua escolha, eliminar 28 a 30% delas (mal conformadas e chochas).
Um g. de semente pode conter de 40 a 50 unidades. Após romper sua casca (c/canivete ou unha) aperta-se o fruto para obter-se a semente envolta pela polpa; esta é eliminada deixando-a fermentar por 24 horas ou lavando-a com cal em peneira ou esfregando-a sobre peneira ou espremendo-a em saco de pano (tecido ralo). Em seguida a semente é espalhada sobre papel absorvente ou pano e colocada a secar à sombra.
Por perder poder germinativo facilmente a semente deve ser posta a germinar até 5 dias após a sua obtenção.

Formação de Mudas

Via sementes
Em canteiros de terra em sacos plásticos: Canteiros: para semeio de grandes quantidades de sementes. O canteiro deve ter 1,2 m. de largura, comprimento variável; a terra composta de 1 parte de areia, 1 parte de terra argilosa e 4 partes de terra de mata (fértil), com supeficie destorroada a aplainada.
O semeio é feito a 1-2 cm. de profundidade, com espaçamento 30 cm. (entre linhas) e 10 cm. (entre sementes). Abre-se sulcos transversais, semeia-se, fecha-se sulco e irriga-se bem. A germinação ocorre em 15 a 30 dias: 6-12 meses após o lançamento das primeiras folhas a muda com 15 cm. de altura é repicada para viveiro ou para saco plástico com terra bem estercada. Dois meses antes da repicagem o leito do canteiro deve ser preparado; nele abre-se sulcos com 20 cm. de profundidade e que recebem 100 g. de superfosfato simples misturados a 6 Kg. de esterco de curral para cada m. de sulco.
A repicagem é feita num espaçamento de 80 cm. x 40 cm. Ao atingir 60 cm. de altura a muda estará apta do plantio em campo. Para acelerar o desenvolvimento da muda em canteiro e viveiro pode-se preparar mistura de 30 g. de ureia, 30 g. de cloreto de pótassio e 50 g. de superfosfato simples, toma-se 5 gramas dessa mistura e dissolve-se em 10 l. de água. Aplica-se ao solo ao lado plantinha de 15 em 15 dias, a partir das primeiras semanas pós emergencia.
Sacos Pásticos
O substrato para enchimento do saco é semelhante do da terra para leito do canteiro, substituindo 1 parte de terra por 1 parte de esterco. O semeio e tratos são similares aos do canteiro. As dimensões do saco devem ser 15 x 25 ou 18 x 30.
Vias Estacas
Na primavera retira-se da planta ramo com 80 cm. de comprimento com 5-7 cm. de grossura, aponta-se sua extremidade inferior, lasca-se em cruz e, com marreta, enterra-se 2/3 da estaca, irrigar.

Plantio

Irrigar um pouco o fundo da cova e colocar o torrão com a muda (mantendo colo da planta 5 cm. acima do superficie) na cova e encher cova com mistura terra / adubo. Fazer pequena bacia, em torno da muda, irrigar com 20 l. de água e colocar cobertura morta (palha, capim seco) em 5 cm. de altura.

Tratos Culturais

Ervas
Efetuar capinas em "coveamento" a plantas; manter ervas daninhas sob controle.
Podas
Eliminar galhos que tendam a "fechar" a copa para facilitar arejamento e penetração de raios solares. Eliminar galhos secos, doentes, tortuosos e mal-distribuidos. Na formação da copa eliminar ramos da base do caule para que a copa fique a 80 cm. ou mais de altura do solo.
Adubação
Anualmente, no período das chuvas, adubar cada planta com 20 l. de esterco de curral mais 300 g. de superfosfato simples + 200 g. e cloreto de potassio, com leve incorporação. A cada 2 meses aplicar 50 g. de ureia à planta e incorporar.
Consorciação
Leguminosas não trepadeiras de pequeno porte, (feijão, amendoim e soja) são indicados para o consorcio.

Pragas e Doenças

Pragas

Cochonilhas
Capulinia spp, Homoptera, Asterolecaniidae. Sem carapaça, recoberto de pó branco, o inseto localiza-se na casca de tronco, galhos e ramos e pagina inferior das folhas.
Controle
Com luvas ou pedaços de aniagem friccionar galhos e ramos para expor o inseto; em seguida pulvereza-se óleo mineral a 1% a 1,5% ou óleomineral (750cm3) + diazinom 60 E (100 cm3) ou malatiom 50 CE (200 cm3).
Broca-das-Mirtáceas
Timocrata albella (Zeller 1839) Lepidoptera, Stenomidae. O adulto é mariposa de corpo e asas brancas; a lagarta desenvolvida tem coloração violeta e 25-35 mm. de comprimento. Agromeração de excrementos e pedaços de casca ligados por fios de seda em tronco e ramos são sinais da praga.
Controle
Tira-se a camada de excremento e injeta-se 2-3 cm. de gasolina ou paratiom no orifício e fecha-se o orifício com barro ou cera de abelha.
Gorgulho da Jaboticaba
Conotrachelus myrciariae (Marsh, 1929) Coleoptera, Curculionidae - Adulto, besouro amarelado e larva (lagarta) branca, sem pernas, que alcança 9 mm. de comprimento. A lagarta devora polpa e sementes.
Controle
Catação / destruição de frutos atacados, pulverização de frutos com Fentiom 50 CE (200 / 100 l. de água) ou Paratiom 60 E (100 ml. / 100 l. de água).

Doenças

Ferrugem
Puccinia psidii Wint. (fungo) - Doença afeta folhas, botões, flores, frutos e ramos; manchas necroticas circulares. cobrem-se de massa pulverilenta de cor amarelo-vivo (frutificações do fungo).
Controle: pulverizações com calda bordalesa ou fungicidas cupricos ou com mancozeb ou benomyl.

Colheta / Rendimentos

Três meses após a floração a jaboticabeira inicia a frutificação; com adubação mais intensa e sob regime de irrigação artificial, a jaboticabeira pode dar 2 a 3 floradas/ano.
O ponto de maturação é mostrado por cor bem escura da casca (salará coroada de cabinho, ...) ou cor verde-clara e macios à compressão com os dedos (branca), entre outras.
A colheita é feita à mão, com auxilio de escadas; os frutos são colocados em sacos a tiracolo (sem deixar cair no chão). Desses sacos passam a cestas ou caixa pequena (para evitar esmagamento) sem forro (para circular ar). Tendo casca consistente o fruto apresenta boa conservação e resiste bem ao transporte. Uma jaboticabeira pode produzir 200 Kg, 500 Kg, 800 Kg e até acima de 1.000 Kg (sabara) de frutos por ano. A planta inicia produção entre 5º a 8º ano e a produção pode prolongar-se por 30 anos ou mais.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

EDITORA ABRIL S/A
Guia Rural Plantar
São Paulo - 1991
MATTOS, JOÃO MATTOS - JABOTICABEIRAS
Publicação IPRNR Nº 10 - Porto Alegre 1983
Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
CASA DA AGRICULTURA
Jabuticabeira, Planta Nativa V.2 Nº 6 nov/dez/1980
São Paulo
F.A M. MARICON
Inseticidas e seu emprego no combate às pragas
Biblioteca Rural - Livraria Nobel S/A
REVISTA TODA FRUTA
Vol. 4 Nº 39 outubro/89
Fonte: www.seagri.ba.gov.br
Jabuticaba


Nome popular: jabuticabeira; jabuticaba-preta
Nome científico: Myrcia cauliflora Berg
Família botânica: Myrtaceae
Origem: Brasil - Mata Atlântica.
Jabuticaba
"Atrás do grupo-escolar ficam as jabuticabeiras.Estudar, a gente estuda. Mas depois,ei pessoal: furtar jabuticaba.Jabuticaba chupa-se no pé.O f urto exaure-se no ato de furtarConsciência mais leve do que asaao descer,volto de mãos vazias para casa." MENINO ANTIGO Carlos Drummond de Andrade

Características da planta

Árvore de até 8 m de altura e porte piramidal. Folhas vermelhas quando jovens, verdes posteriormente. Suas flores são alvas e surgem diretamente do caule. Floresce duas vezes ao ano: de julho a agosto e de novembro a dezembro.

Fruto

Arredondado de coloração roxo-escura, com polpa esbranquiçada, adocicada, envolvendo de I a 4 sementes. Surge de agosto a setembro e janeiro a fevereiro.

Cultivo

A jabuticabeira prefere solos profundos e ricos em matéria orgânica. Exige muita água. Desenvolve-se em qualquer tipo de clima e solo. O crescimento é lento e 0 plantio deve ser feito na época das chuvas, por sementes e enxertia.
Quem nunca provou um "beijo de jabuticaba" roubado do pé carregadinho, que se apresse, pois a safra, mesmo abundante, dura pouco. Homens de todas as idades, animais, pássaros e insetos de todo tipo disputam seus frutos com voracidade.
Árvore de grande longevidade, a magnífica jabuticabeira costuma demorar para dar os primeiros frutos, mas quando começa não pára mais, e quanto mais velha, melhor e mais produtiva.
Protagonizando verdadeiros espetáculos de beleza e fartura, na floração, a árvore se cobre de pequenas flores brancas e muito perfumadas. Depois, na frutificação, o exagero de frutos costuma espantar os desavisados.
Na jabuticabeira, são milhares e milhares de flores e de frutas que nascem e crescem grudadinhas por toda a superfície dos galhos e, até mesmo, do tronco até o rés do chão.
Nessas ocasiões, as jabuticabeiras estão sempre repletas de frutos em todas as fases de maturação, colorindo, em geral, toda a árvore por tonalidades que variam entre o verde e o roxo quase negro.
Algumas variedades de jabuticabeiras apresen-tam frutos desenhados por finas estrias de cor carmim; outras, produzem jabuticabas de tom oliváceo e listras escuras.
Os frutos são redondos como bolinhas de gude e de seu tamanho, às vezes um pouco maiores: dependendo da variedade, algumas jabuticabas aproximam-se da forma e do diâmetro de uma grande ameixa. Em todos os casos, porém, a casca resistente e escura rompe-se facilmente com uma leve mordida, deixando escapar a polpa esbranquiçada e sumarenta. Na maioria das vezes, de sabor agradavelmente doce, essa polpa envolve no máximo quatro pequenas sementes em cada fruto.
Existem diversas qualidades de jabuticabeiras e de jabuticabas, uma verdadeira coleção que alcança de 12 a 15 variedades diferentes.
Entre elas, cerca da metade é bem produtiva; a outra metade, nem tanto.
A Sabará, entre todas a mais cultivada e famosa jabuticabeira, tem também o fruto mais apreciado e mais doce. A Paulista, árvore de grande porte se comparada às outras, tem tudo grande: os frutos roxos e a produção. A Rajada oferece frutos grandes de cor esverdeada, e muito doces. A Ponhema é a melhor para a produto de geléias e doces.
Na verdade, esse não é um privilégio da jabuticabeira Ponhema: o suco de qualquer uma delas obtido por maceração, levado ao fogo com pouco açúcar, com ou sem as cascas, resulta em uma esplêndida geléia, que pode ser servida como sobremesa ou doce e, até mesmo, como acompanhamento para pratos salgados como aves e carnes bovinas.
A partir da fermentação dos frutos com casca, costuma-se também produzir um licor caseiro bastante apreciado no interior do país. Em Goiás, aproveita-se ainda a casca da jabuticaba semi-amadurecida, ainda um pouco esverdeada, para a produção de compota.
Todas as jabuticabeiras são árvores nativas do Brasil e, até hoje, podem ser encontradas espontâneas na maior parte do país. São, no entanto, mais freqüentes em Minas Gerais, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Paraná, encontrando-se, também, em paragens longínquas.
Tempos atrás, provavelmente, as jabuticabeiras vegetavam nas áreas que margeavam os rios e córregos da região Sudeste, dando formação a extensas capoeiras e matas repletas pela árvore, tendo se expandido tanto naturalmente como através do cultivo.
Desde sempre, quando o homem aprendeu a cultivá-la e a saborear seus frutos, a jabuticabeira é árvore obrigatória em qualquer pomar ou quintal. Nas fazendas do sul de Minas Gerais e de São Paulo foi bastante freqüente - e seria bom que continuasse a sê-lo - o costume de se manterem extensos pomares formados, exclusivamente, por diferentes variedades de jabuticabeiras: verdadeiros jabuticabuis que, sem qualquer pretensão comercial, proviam de seus deliciosos frutos as afortunadas famílias e a comunidade de seus agregados.
Apesar de todas as suas qualidades, do sabor tão apreciado e da abundância de frutos que oferece a cada floração, a jabuticabeira continua sendo, até hoje, uma fruteira quase exclusiva de pomares caseiros ou de pequenas plantações. Ou seja, não se encontram pomares verdadeiramente comerciais de jabuticabas.
Os dois principais fatores que restringem a expansão de sua cultura são, em primeiro lugar, os custos e as dificuldades de uma colheita num pomar com muitas árvores; e, em segundo, a precariedade da conservação de seus frutos, uma vez que o fruto deve ser colhido pronto para o consumo e que a sua fermentação inicia-se praticamente no mesmo dia da colheita.
E depois, quem já foi criança, como o poeta, e já enlouqueceu ao descobrir uma jabuticabeira repleta de frutos, sabe que "jabuticaba chupa-se no pé"!

sábado, 27 de abril de 2013

Jabuticaba -Caracteristicas da Planta de Jabuticabeira


Nome popular: jabuticabeira; jabuticaba-preta
Nome científico: Myrcia cauliflora Berg
Família botânica: Myrtaceae
Origem: Brasil - Mata Atlântica.
Jabuticaba

Características da planta

Árvore de até 8 m de altura e porte piramidal. Folhas vermelhas quando jovens, verdes posteriormente. Suas flores são alvas e surgem diretamente do caule. Floresce duas vezes ao ano: de julho a agosto e de novembro a dezembro.

Fruto

Arredondado de coloração roxo-escura, com polpa esbranquiçada, adocicada, envolvendo de I a 4 sementes. Surge de agosto a setembro e janeiro a fevereiro.
Jabuticaba
O peso do fruto final é de cerca de 5 g. Os crescimentos em diâmetro e altura acompanham o do peso. A curva de crescimento da casca é menos intensa do que a do fruto.
O comportamento reprodutivo da jabuticabeira, avaliado em ramos marcados, e ocorrência de flores e frutos, mostrou que quanto mais grosso o ramo, maior a ocorrência de flores e frutos por metro.
Entre 8 clones quanto à qualidade do fruto os clones Açu e Sabará Sul de Minas deram as maiores massas do fruto. O rendimento da polpa foi maior para Sabará Sul de Minas e Açu do Horto de BH tinham maior firmeza. O que apresentou maior teor de sólidos solúveis totais (17,6º Brix) foi o clone Canaã Açu.
O número de embriões após a germinação, confirmam os dados de 40 a 60%, sendo as jabuticabeiras de média poliembrionia, enquanto os jambo e os jambolão variam de 5% a 96%. O número de sementes pode variar de 1 a 5, os seus cotilédones são avermelhados e o seu comprimento varia de 2 a 12 mm.
O fruto amadurece em cerca de 3 semanas após o florescimento e até 5 colheitas podem ser feitas por ano, em condições ideais de clima e cultivo.

Cultivo

A jabuticabeira prefere solos profundos e ricos em matéria orgânica. Exige muita água. Desenvolve-se em qualquer tipo de clima e solo. O crescimento é lento e 0 plantio deve ser feito na época das chuvas, por sementes e enxertia.
Quem nunca provou um "beijo de jabuticaba" roubado do pé carregadinho, que se apresse, pois a safra, mesmo abundante, dura pouco. Homens de todas as idades, animais, pássaros e insetos de todo tipo disputam seus frutos com voracidade.
Árvore de grande longevidade, a magnífica jabuticabeira costuma demorar para dar os primeiros frutos, mas quando começa não pára mais, e quanto mais velha, melhor e mais produtiva.
Protagonizando verdadeiros espetáculos de beleza e fartura, na floração, a árvore se cobre de pequenas flores brancas e muito perfumadas. Depois, na frutificação, o exagero de frutos costuma espantar os desavisados.
Na jabuticabeira, são milhares e milhares de flores e de frutas que nascem e crescem grudadinhas por toda a superfície dos galhos e, até mesmo, do tronco até o rés do chão.
Nessas ocasiões, as jabuticabeiras estão sempre repletas de frutos em todas as fases de maturação, colorindo, em geral, toda a árvore por tonalidades que variam entre o verde e o roxo quase negro.
Algumas variedades de jabuticabeiras apresen-tam frutos desenhados por finas estrias de cor carmim; outras, produzem jabuticabas de tom oliváceo e listras escuras.
Os frutos são redondos como bolinhas de gude e de seu tamanho, às vezes um pouco maiores: dependendo da variedade, algumas jabuticabas aproximam-se da forma e do diâmetro de uma grande ameixa. Em todos os casos, porém, a casca resistente e escura rompe-se facilmente com uma leve mordida, deixando escapar a polpa esbranquiçada e sumarenta. Na maioria das vezes, de sabor agradavelmente doce, essa polpa envolve no máximo quatro pequenas sementes em cada fruto.
Existem diversas qualidades de jabuticabeiras e de jabuticabas, uma verdadeira coleção que alcança de 12 a 15 variedades diferentes.
Entre elas, cerca da metade é bem produtiva; a outra metade, nem tanto.
A Sabará, entre todas a mais cultivada e famosa jabuticabeira, tem também o fruto mais apreciado e mais doce. A Paulista, árvore de grande porte se comparada às outras, tem tudo grande: os frutos roxos e a produção. A Rajada oferece frutos grandes de cor esverdeada, e muito doces. A Ponhema é a melhor para a produto de geléias e doces.
Na verdade, esse não é um privilégio da jabuticabeira Ponhema: o suco de qualquer uma delas obtido por maceração, levado ao fogo com pouco açúcar, com ou sem as cascas, resulta em uma esplêndida geléia, que pode ser servida como sobremesa ou doce e, até mesmo, como acompanhamento para pratos salgados como aves e carnes bovinas. A partir da fermentação dos frutos com casca, costuma-se também produzir um licor caseiro bastante apreciado no interior do país. Em Goiás, aproveita-se ainda a casca da jabuticaba semi-amadurecida, ainda um pouco esverdeada, para a produção de compota.
Todas as jabuticabeiras são árvores nativas do Brasil e, até hoje, podem ser encontradas espontâneas na maior parte do país. São, no entanto, mais freqüentes em Minas Gerais, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Paraná, encontrando-se, também, em paragens longínquas.
Tempos atrás, provavelmente, as jabuticabeiras vegetavam nas áreas que margeavam os rios e córregos da região Sudeste, dando formação a extensas capoeiras e matas repletas pela árvore, tendo se expandido tanto naturalmente como através do cultivo.
Jabuticabeira
Desde sempre, quando o homem aprendeu a cultivá-la e a saborear seus frutos, a jabuticabeira é árvore obrigatória em qualquer pomar ou quintal. Nas fazendas do sul de Minas Gerais e de São Paulo foi bastante freqüente - e seria bom que continuasse a sê-lo - o costume de se manterem extensos pomares formados, exclusivamente, por diferentes variedades de jabuticabeiras: verdadeiros jabuticabuis que, sem qualquer pretensão comercial, proviam de seus deliciosos frutos as afortunadas famílias e a comunidade de seus agregados.
Apesar de todas as suas qualidades, do sabor tão apreciado e da abundância de frutos que oferece a cada floração, a jabuticabeira continua sendo, até hoje, uma fruteira quase exclusiva de pomares caseiros ou de pequenas plantações. Ou seja, não se encontram pomares verdadeiramente comerciais de jabuticabas.
Os dois principais fatores que restringem a expansão de sua cultura são, em primeiro lugar, os custos e as dificuldades de uma colheita num pomar com muitas árvores; e, em segundo, a precariedade da conservação de seus frutos, uma vez que o fruto deve ser colhido pronto para o consumo e que a sua fermentação inicia-se praticamente no mesmo dia da colheita.
E depois, quem já foi criança, como o poeta, e já enlouqueceu ao descobrir uma jabuticabeira repleta de frutos, sabe que "jabuticaba chupa-se no pé"!

Curiosidades da Jabuticaba

A jabuticaba é utilizada para vários fins, tanto culinários, como medicinais. Entre estes é mencionada a decocção da casca, como remédio para a asma. Por sua semelhança à uva, muitos produtos, como o vinho, suco, geléia, licor e vinagre podem ser feitos com a jabuticaba.

Xarope

O xarope de jabuticaba é de cor vermelha, gosto ligeiramente adstringente, lembrando um pouco o tamarindo, e serve para o preparo de refrescos e sorvetes.
O fabrico de xarope leva os seguintes ingredientes:
1 Kg de jabuticabas, ½ litro de água e 1 ½ Kg de açúcar.
O modo de fazer é o seguinte:
1) ferver as jabuticabas na água até que desmanchem
2) coar o suco em flanela
3) juntar o açúcar e levar ao fogo até consistência de xarope, tirando sempre a espuma

Geléia

A jabuticaba dá excelente geléia de cor de vinho, cheiro e gosto que lembram a geléia de uva preta ácida. Somente dá geléia que pode ser cortada, quando ao suco da fruta é adicionada a gelatina ou a pectina. A pectina é uma substância vegetal indispensável ao fabrico da geléia, e como a jabuticaba não a possui em quantidade suficiente, é preciso adicioná-la. A pectina encontra-se no comércio e na sua falta pode-se extraí-la facilmente do albedo da casca da laranja.
Para extração da pectina - Tirar a “pele branca” de 8 (100 gramas) de laranjas, descascando primeiramente as mesmas de modo a retirar toda a parte amarela amarga. Somente a parte branca, isenta de sumo, é aproveitada, devendo ter o máximo cuidado em não deixar pedaços amarelos. Juntar à “pele branca” meio litro de água e caldo de meio limão. Deixar em repouso de um dia para outro, depois ferver ligeiramente e coar em flanela o caldo grosso que encerra a pectina de laranja.
O fabrico da geléia leva os seguintes ingredientes:
460 g de jabuticabas
460 g de água,
580 g de açúcar
300 g de pectina de laranja.
O modo de fazer é o seguinte:
1) ferver as jabuticabas na água durante 20 minutos e esmagá-las
2) coar e esmagá-las
3) juntar o suco da fruta, o açúcar e a pectina
4) ferver em fogo forte durante 45 a 60 minutos até o “ponto” de geléia, tirando sempre a espuma rósea que se forma.

Licor

O licor de jabuticaba é, também como a geléia, de cor de vinho e uma bebida agradável, principalmente quando feita de fruta fresca e não muito madura, e que além disso sofra um envelhecimento de 6 meses, pelo menos.
O fabrico do licor leva os seguintes ingredientes:
400 g de jabuticabas
200 g de açúcar
200 cm3 de álcool de 95 G.L.
200 cm3 de água
O modo de fazer é o seguinte:
1) esmagar as jabuticabas, aproveitando a casca, polpa, suco e sementes
2) deixar em infusão no álcool durante 24 horas
3) coar em flanela
4) fazer um xarope de água com açúcar; 5) misturar o xarope frio à infusão de jabuticabas
6) engarrafar
7) envelhecer durante 6 meses
8) filtrar
Vinho: O tanino da casca concorre para a boa conservação do vinho. Para o fabrico do vinho somente a fruta fresca é aconselhável. A fermentação natural é perigosa, sendo preferível o uso de fermento alcoólico selecionado.
O fabrico do vinho leva os seguintes ingredientes:
10 litros de água
10 kg de jabuticabas
4 kg de açúcar.
A vinificação é feita assim:
1) esmagar as jabuticabas com casca e sementes em uma tina
2) dissolver o açúcar a quente em 5 litros de água
3) despejar o xarope e os 5 litros restantes de água na tina de fermentação
4) adicionar 15 g de fermento
5) calcar com uma peneira de taquara o bagaço (cascas e sementes) na superfície do mosto para evitar o contato com o ar, mergulhando-a com um sarrafo de madeira para manter o bagaço submerso, evitando assim a possibilidade de formação de vinagre na superfície do mosto
6) deixar fermentar durante 3 a 7 dias com o bagaço para o vinho adquirir o tanino necessário
7) trasfegar para uma pipa ou garrafão o vinho sifonado cuidadosamente, de modo a ficar isento de partes sólidas do bagaço
8) atestar, isto é, encher completamente de modo a não deixar espaço vazio em contato com o ar (evitando assim a formação de vinagre)
9) deixar em repouso por 3 meses para que se torne límpido
10) engarrafar e guardar por um ano
Vinagre: O vinagre de jabuticaba, muito perfumado e ligeiramente adstringente, tem, como o vinho, a cor rubi. O fabrico do vinagre leva os seguintes ingredientes: 10 kg de jabuticabas, 5 litros de água e 2,5 litros de vinagre forte não pasteurizado.

Acetificação

1) esmagar as jabuticabas
2) juntar a água
3) deixar fermentar alcoolicamente até cessar a produção de gás
4) filtrar
5) juntar um vinagre forte qualquer
6) deixar avinagrar em barril deitado (sistema Orleans) ou vidro coberto com filó

Jeropiga

Pode-se fazer, também, da jabuticaba uma jeropiga, isto é, uma espécie de vinho artificial, que não fermenta ou cuja fermentação parcial é paralisada com o acréscimo de álcool. A jeropiga é de mais fácil fabrico que o vinho, pois este último requer cuidados especiais.
O fabrico da jeropiga leva os seguintes ingredientes: 400 cm3 de suco de jabuticabas, 100 g de açúcar, 60 cm3 de álcool de 95 G.L. e 20 g de cascas.
O modo de fazer é o seguinte:
1) espremer as jabuticabas, até obter o suco necessário
2) juntar o açúcar, álcool e as cascas
3) deixar 15 dias de repouso
4) coar
5) engarrafar e guardar por 3 meses
Fonte: www.paty.posto7.com.br
Jabuticaba


Jabuticaba

Medicinal

O chá da casca é usado no tratamento da diarréia e disenteria. O cozimento, para uso externo no caso de erisipela. O bagaço dos frutos é adstringente, sendo usado em cozimento para o combate de diarréias e em gargarejos para os casos de amidalite crônica. A entrecasca do tronco (a película transparente que fica entre a casca e a polpa) é considerada como um bom remédio contra a asma.

Utilidades

Doces, geléias, licores, vinagres, vinhos, aguardente, suco, xarope.

Propriedades

Sais minerais, cálcio, magnésio, enxofre, sódio, potássio, cobre, manganês, zinco, boro, alumínio, vitamina C. Possui niacina - de importância para o sistema nervoso.

Composição

Glucosa, frutosa, sucrose, ácido cítrico, ácido oxálico, pigmentos antociánicos como a peonidina e peonidina-3-glucosida. Dos carboidratos estruturais os mais abundantes são celulose e hemicelulosa presentes em toda a fruta. Pectina presente em menor porcentagem e vai diminuindo na medida que a fruta amadurece. Aumento dos açúcares não estruturais (sacarose, glucose e frutose) se dá com o amadurecimento do fruto. A presença de açúcares na pele é praticamente desprezível. Presença de amido mais abundante nas sementes que na polpa.

Indicado

Para prevenir gripes, melhorar o sistema imunológico e para a manutenção de uma boa saúde.

Amidalite crônica

Ferver 30g de bagaço da fruta em meio litro de água, coar e fazer gargarejos várias vezes ao dia.

Asma

Fazer um chá com 8g da entrecasca (a película transparente que fica entre a casca e a polpa da fruta) em meio litro de água e tomar um copo pela manhã.
Fonte: www.plantaservas.hpg.ig.com.br
Fonte:http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/jabuticaba/jabuticaba-2.php

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Jabuticabeira!!!!


Fruta 100% brasileira. É dela que estamos falando. Discreta no quintal de nossa casa, ela contém teores espantosos de substâncias protetoras do peito. Ganha até da uva e provavelmente do vinho, que são festejados no mundo inteiro por evitarem infartos. Você vai conhecer agora uma revelação científica - e das boas - que acaba de cair do pé.


Os frutos verdes aos poucos se tornam roxos e depois escurecem até o negro-brilhante. A polpa, suculenta, mole e esbranquiçada, pode apresentar até quatro sementes. Normalmente os meses mais produtivos são setembro e outubro, mas há variações conforme a região, o clima e a variedade da jabuticaba.


Comparada a outras espécies da mesma família das mirtáceas, como a goiabeira, por exemplo, a jabuticabeira demora o dobro do tempo para produzir frutos de 8 a 12 anos em média, explica p pesquisador e mestre em agronomia Eduardo Suguino. A variedade Sabará tem um dos menores frutos - entre 1,5 e 2,5 centímetros de diâmetro-mas é uma das mais saborosas para o consumo in natura. A Jabuticabeira paulista e a ponhema têm uma grande produção e um dos maiores frutos – até cinco cm de diâmetro – porém é considerada mais aguada e por isso, destinada à fabricação de doces. Depois da primeira safra, a produção se repete por anos e anos. Há registros de pés que frutificam por mais meio século!
O desenvolvimento da árvore depende da variedade, as maiores atingem 15 metros de altura. (A madeira é flexível, resistente e é usada nas chamadas pequena construções e na produção de móveis cadeiras, mesas, ripados, etc).
No trato, a jabuticabeira necessita de cuidados constantes, sobretudo na freqüência da AGUADA durante o período de floração, fator importante na formação dos frutos.

Boa para a saúde
Uma pesquisa científica, realizada na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás, já concluída e em fase de publicação internacional, confirma os benefícios terapêuticos do vinho de jabuticaba como antioxidante.
No vinho de jabuticaba encontramos até três vezes mais polifenóis do que no vinho de uva. “Desses polifenóis, os mais importantes são a quercetina e a rutina”, revela Eduardo Ramirez Asquieri, doutor em Engenharia de Alimentos e coordenador dos estudos, que contaram com a colaboração do professor André Souto, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). 


“A quercetina e a rutina possuem propriedades antitumorais, antiglicêmicas, ajudando a combater o colesterol ruim (LDL) e aumentando o colesterol bom (HDL), além de servir para o sistema nervoso”. Esses resultados de pesquisa podem significar melhora de qualidade de vida para pacientes diabéticos e portadores de doenças como o mal de Alzheimer. Quem consome jabuticaba ainda estimula o apetite.
A fruta é ‘reanimadora’: contém compostos de vitamina C, B2 e B5, e é fonte de minerais como cálcio, ferro e fósforo. Na medicina popular, o chá das cascas de jabuticabas é empregado no tratamento de angina, disenteria e erisipela.


 Ainda na forma de chá, a entrecasca do fruto é usada contra asma.
Nomes para todos os gostos:
Os nomes variam: jaboticaba, jabuticaba-preta, jabuticaba rajada, jaboty-caba, yva-hu, Sabará, jabuticaba paulista. Em geral, eles se referem à espécie Myrciaria cauliflora. Mas há outras espécies muitos próximas: M. Jaboticaba, M. peruviana, M.coronata, M. grandiflora, M.aureana, M.phitrantha e M.alongata.Algumas têm frutos mais azedos, ou com gomos,os de casca áspera,um pouco menores.Mas as variações não comprometem a fama nem o sabor da frutinha.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Jabuticabeira -Historico e Origem



Jabuticabeira


Histórico, origem e importância.

 “Tempos atrás, provavelmente, as jabuticabeiras vegetavam nas áreas que margeavam os rios e córregos da região Sudeste, dando formação a extensas capoeiras e matas repletas pela árvore, tendo se expandido tanto naturalmente como através do cultivo. Desde sempre, quando o homem aprendeu a cultivá-la e a saborear seus frutos, a jabuticabeira é árvore obrigatória em qualquer pomar ou quintal. Nas fazendas do sul de Minas Gerais e de São Paulo foi bastante freqüente - e seria bom que continuasse a sê-lo - o costume de se manterem extensos pomares formados, exclusivamente, por diferentes variedades de jabuticabeiras: verdadeiros jabuticabais que, sem qualquer pretensão comercial, proviam de seus deliciosos frutos as afortunadas famílias e a comunidade de seus agregados” (Jabuticaba in Bibvirt, on line...).
Planta frutífera de origem sul-americana (brasileira), conhecida há mais de 400 anos, também existente no Paraguai, Uruguai e Argentina. A jabuticabeira, mirtácea, espontânea em grande parte do Brasil, mais comum em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, encontradiça noutras, como Bahia, Pernambuco, Paraíba, Pará, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso (Jabuticaba in Catálogo Rural, on lin...).
O nome jabuticaba tem origem indígena, e foi assim denominado pelos tupis , que saboreavam seu fruto, tanto na forma natural como fermentada e a chamavam jaboticaba: jaboti (cágado), caba (lugar onde) (Jabuticaba... in Coopercampus, on line...), ou iapoti'kaba, cujo significado é "frutas em botão" (Sales, 2002) “Foi o primeiro [fruto indígena] a ser introduzido em pomares” (Dicionário... in Sociedade Brasileira..., on line...).
Pode também ser conhecida como jaboticaba-assu, jaboticaba-de-campinas, jaboticabeira, jabuticatuba (Jabuticaba in Plantas Medicinais, on .line...), jabuticaba-paulista, jabuticaba-açu, jabuticaba-do-mato, jabuticaba-panhema. (Bela Ishia, on line...), entre outros.
De acordo com Mattos  apud  Donadio (2000) as jabuticabeiras, ou jaboticabeiras (nome mais comum) pertencem à família Myrtaceae, uma das mais importantes famílias frutíferas de ocorrência no Brasil. Dela também fazem parte, frutíferas como: guabiroba, Cambuí, cambucí, araçá, goiaba, grumixama, cambucá, pitanga e pêssego-do-mato.
Dentre as várias espécies de jaboticabeira que são citadas, Myrciaria jaboticaba, comhecida como Sabará, é a principal de cinco espécies cuja distribuição geográfica é descrita por Mattos, citado por Donadio (2000), e ocorre principalmente entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Donadio (2000) menciona, ainda, várias espécies como Myrciaria trunciflora Ber citando Lorenzi (1992), a qual ocorre de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, nas matas pluviais atlânticas e nas submatas; M. ibarrae Lundell, da Guatemala, M baporeti Legrand, da Argentina e Uruguai, M. floribunda Berg, das Antilhas e Sul do México ao Brasil e M. vismeifolia Berg, das Guianas, citando Fouqué (1974). Segundo Donadio (2000), não foram mencionadas espécies nativas de Myrciaria na África e Ásia em citação feita por Martin et al (1987). Donadio (2000) ressalta, ainda,  que existem outras espécies de Myrciaria que não são do grupo das jabuticabas, dentre elas, M. dubia Macvaug L., o camu-camu. Também menciona outras espécies que são ornamentais. Ressalta ainda, que a jabuticaba brava do Pantanal não é uma Myciaria, mas pertence a espécie Myrcia tomentosa.