Viveiro de Mudas - Arvores Nativas e Arvores Frutiferas

Vendemos Jabuticabeiras em Vasos
Nossa Jabuticabeiras são produzidas em nosso
Viveiro de Mudas Floresta em Tupã - São Paulo
Endereço:
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Viveiro de Mudas - Arvores Nativas e Arvores Frutiferas

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domingo, 30 de junho de 2013

Propagação da Jabuticabeira



A jabuticabeira pode ser propagada por sementes, estaquia, mergulhia e por enxertia (estas são mais precoces que as plantas de pé-franco, no entanto os enxertos produzem plantas de copas menores e menos produtivas). Para a estaquia escolhem-se galhos fortes, no início da primavera. Enterram-se três quartos das estacas, em canteiros feitos à sombra e bem úmidos. Usam-se os enxertos de borbulha e garfo em pés-francos de jabuticabeira.
Para a obtenção de sementes para o plantio, os frutos devem ser colhidos em plantas boas produtoras, precoces e isentas de pragas e doenças. A seleção do fruto é condicionada à forma, tamanho, coloração e natureza da superfície segundo característica da espécie. As sementes obtidas devem ser bem constituídas, vigorosas e sadias. Na seleção destas sementes, deve-se eliminar aquelas mal conformadas e chochas (Um grama de semente pode conter de 40 a 50 unidades).
Após romper sua casca (c/canivete ou unha) aperta-se o fruto para extrair a semente que está envolta pela polpa; esta é eliminada deixando-a fermentar por 24 horas ou lavando-a com cal em peneira ou ainda, esfregando-a sobre peneira ou espremendo-a em saco de pano de tecido ralo. Em seguida a semente é espalhada sobre um papel absorvente ou pano seco e colocada a secar à sombra. Como elas perdem o poder germinativo facilmente, as sementes devem ser postas a germinar em até 5 dias após a sua obtenção.
Para o semeio de grandes quantidades de sementes, utiliza-se canteiros de 1,2 m. de largura por comprimento variável com superfície destorroada a aplainada; a terra deve ser composta de 1 parte de areia silicosa, 1 parte de terra argilosa e 4 partes de terra fértil (de mata). O semeio é feito com 1 a 2cm de profundidade, em sulcos transversais, com espaçamento 30 cm entre linhas (sulcos), e 10 cm entre sementes. Logo após o semeio, irrigar bastante.
A germinação ocorre em torno de 15 a 30 dias. A muda deve ser repicada para o viveiro (ou para saco plástico) com terra bem estercada, quando atingirem cerca de 15 cm de altura, o que ocorre 6 a 12 meses após o lançamento das primeiras folhas. Dois meses antes da repicagem o leito do canteiro deve ser preparado; nele abre-se sulcos com 20 cm de profundidade que devem receber os adubos químicos recomendados pela análise do solo, misturados a 6Kg de esterco de curral para cada metro de sulco. A repicagem é feita num espaçamento de 80cm x 40cm. Ao atingirem 60cm de altura as mudas estarão aptas para o plantio definitivo no campo.
Atenção
A jabuticabeira é sensibilíssima ao transplantio, portanto, todo cuidado é pouco, sendo preferível a produção de mudas em sacos plásticos (sacos de polietileno preto, de 15 x 25 ou de 18 x 30). O substrato para o enchimento dos sacos é semelhante ao feito para o leito do canteiro, substituindo 1 parte de terra fértil por 1 parte de esterco de curral bem curtido.
A propagação via estaquia é efetuada com a retirada do ramo da planta mãe na primavera. Este ramo deve ter aproximadamente 80cm de comprimento com 5 a 7cm de espessura, aponta-se sua extremidade inferior, lasca-se em cruz e, com uma marreta, enterra-se 2/3 da estaca, logo após, irrigar bem.

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/jabuticaba/jabuticaba-1.php

sábado, 29 de junho de 2013

Jabuticabeira em Mudas

Jabuticaba
jabuticaba, também chamada guapuru ou fruita em São Paulo[1], é o fruto da jabuticabeira, uma árvore frutífera brasileira da família dasmirtáceas, nativa da Mata Atlântica, que demora vinte anos para frutificar. Com a recente mudança na nomenclatura botânica, há divergências sobre a classificação da espécie: Myrciaria cauliflora (Mart.) O. Berg. 1854[2] ou Plinia trunciflora (O. Berg) Kausel 1956[3]. Segundo Lorenzi et al.[4], a segunda seria outra espécie, a jabuticaba-café.
Descrita inicialmente em 1828 a partir de material cultivado, sua origem é desconhecida.
Outros nomes populares: jabuticabeira-preta,jabuticabeira-rajadajabuticabeira-rósea,jabuticabeira-vermelho-brancajabuticaba-paulistajabuticaba-ponhemajabuticaba-açu.
Outra espécie de jabuticaba é a Myrciaria jaboticaba (Vell.) Berg, conhecida como jabuticaba-sabará e encontrada com mais frequência nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, no Brasil.



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Características da planta de Jabuticabeira



Jabuticabeira
A jabuticabeira é espontânea em grande parte do Brasil. Frutifera de origem sul-americana (brasileira) é encontrada com mais freqüência em Minas Gerais, Espirito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, mas pode também ser encontrada em outras regiões do país, como na Bahia, ou em Pernambuco, Paraíba, Ceará, Pará, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Árvore de porte médio, piramidal, podendo chegar até 9m de altura, dependendo da espécie.
É conhecida há mais de 400 anos, também, na Argentina, Paraguai e Uruguai. Nome de origem indígena que significa, em tupi, jabuti (animal silvestre, parecido com a tartaruga), caba (lugar onde), por ser comum a existência deste animal nas proximidades das jabuticabeiras, alimentando-se dos frutinhos que caiam no chão.
Estes índios consumiam a jabuticaba na forma natural ou em bebida fermentada que preparavam.

Clima

Planta de clima tropical e subtropical úmido, sem excesso de umidade; não suporta estiagens prolongadas e geadas fortes. As jabuticabeiras são encontradas desenvolvendo-se bem em regiões onde a temperatura média anual está em torno de 20ºC (Rio Grande do Sul) e em regiões onde a temperatura média anual está em torno de 30ºC (Pará).
A pluviosidade mínima (chuvas) requerida é de 1.000mm./ano( ideal em torno de 1.500mm./anuais bem distribuídos). Em regiões secas o cultivo da jabuticabeira requer irrigação adequada. A umidade relativa do ar deve estar entre 75% a 80% e a luminosidade, em 2.000 horas/luz/ano. O pomar deve ser protegido de ventos dominantes, com a utilização de quebra-ventos

Frutos

Seus frutos (tipo baga) são arredondados, de coloração roxo-escura, com polpa esbranquiçada, adocicada, saborosíssima, envolvendo de 1 a 4 sementes. Surgem de agosto a setembro e de janeiro a fevereiro. A safra, mesmo abundante, dura pouco.
A jabuticabeira é uma árvore de grande longevidade; comumente demora para dar os primeiros frutos, mas quando começa não pára mais, e quanto mais velha, melhor e mais produtiva.
Suas flores são brancas, sésseis, e surgem diretamente do caule. Floresce duas vezes ao ano, de julho a agosto e de novembro a dezembro, e sua frutificação é abundante, cobrindo de frutos o tronco, os galhos, e ocasionalmente, até as raízes descobertas.

Variedades

Existem diversas qualidades de jabuticabeiras e de jabuticabas, uma verdadeira coleção que alcança de 12 a 15 variedades diferentes, cerca da metade delas é bem produtiva; a outra metade, nem tanto.
A fitografia da jabuticabeira, ainda está um tanto confusa. Alguns pesquisadores citam duas espécies de Myrciaria: Myrciaria jaboticaba, com frutos pequenos de pedúnculo escuro e Myrciaria cauliflora, com frutos grandes e sésseis.

Jabuticaba Sabará

A mais apreciada e doce das jabuticabas e a mais intensamente plantada. É de crescimento médio mas muito produtiva. Frutos miúdos, de epicarpo fino, muito saborosos. Maturação precoce.

Jabuticaba Paulista

De maior porte do que a anterior e de grande produção. Fruto grande e coriáceo. A maturação é um tanto tardia.

Jabuticaba Rajada

Assemelha-se as anteriores em crescimento e produção. Os frutos são grandes, muito doces e muito saborosos. A pele é verde bronzeada. Maturação mediana.

Jabuticabeira Branca

Porte médio. Produz, fartamente, frutas grandes e deliciosas. São verde-claras.

Jabuticabeira Ponhema

É uma árvore de grande porte e extraordinária produção. O fruto é grande e de pele um tanto coriácea. Deve ser consumida quando bem madura. É a variedade mais apropriada a fabricação de geléias, doces e licores. Na verdade, esse não é um privilégio da jabuticabeira Ponhema. Qualquer uma delas pode ser utilizada no fabrico destas iguarias.
Apesar de todas as suas qualidades, do sabor tão apreciado e da abundância de frutos que oferece a cada floração, a jabuticabeira continua sendo, até hoje, uma fruteira quase exclusiva de pomares caseiros ou de pequenas plantações. Ou seja, não se encontram pomares verdadeiramente comerciais de jabuticabas.
Os dois principais fatores que restringem a expansão de sua cultura são, em primeiro lugar, os custos e as dificuldades de uma colheita num pomar com muitas árvores; e, em segundo, a precariedade da conservação de seus frutos, uma vez que o fruto deve ser colhido pronto para o consumo e que a sua fermentação inicia-se praticamente no mesmo dia da colheita.
Fonte: www.jabuticabeira.com.br

terça-feira, 25 de junho de 2013

Produção de Jabuticabeiras

A jabuticabeira infelizmente cresce vagarosamente e custa a produzir. Mas a produção é vultosa nas jabuticabeiras grandes e bem adubadas. Três meses após a floração a jabuticabeira inicia a frutificação; com adubação mais intensa e sob regime de irrigação, a planta pode dar 2 a 3 floradas/ano. O ponto de maturação é mostrado pela cor (de acordo com a variedade) e quando o fruto estiver macio à compressão com os dedos.
A colheita é feita à mão, com auxilio de escadas. Os frutos são colocados em sacos a tiracolo (sem deixar cair no chão). Desses sacos passam a cestas ou caixa pequena (para evitar esmagamento) sem forro (para circular ar). Tendo casca consistente o fruto apresenta boa conservação e resiste bem ao transporte. Uma jabuticabeira pode produzir 200 Kg, 500 Kg, 800 Kg e até acima de 1.000 Kg (Sabará) de frutos por ano. A planta inicia produção entre o quinto e o oitavo ano, e a produção pode prolongar-se por 30 anos ou mais.
Planta de madeira resistente, seu tronco é destinado ao preparo de vigas, esteios, dormentes e obras internas. Do fruto, em uso caseiro, é consumido ao natural ou usado no preparo de doces, geléias, licores, vinho, vinagre.
Na indústria, o fruto é usado para o preparo de aguardente, geléias, jeropiga (vinho artificial), licor, suco, e xarope. O extrato do fruto é usado como corante de vinhos e vinagres. Na medicina caseira utiliza-se o "chá-de-cascas" para tratar anginas, disenterias e erisipelas e, a entrecasca do fruto, em chá, destina-se ao tratamento de asma.
Fonte: www.emater-rondonia.com.br

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/jabuticaba/jabuticaba-1.php

domingo, 23 de junho de 2013

Jabuticabeira que produz Rápido

Chacareira de Jaguariúna aplica técnica em mudas originadas de sementes, que dão frutos a partir do quinto ano
Por Fernanda Yoneya

- Aparentemente, as cinco jabuticabeiras da proprietária da Chácara Nossa Senhora Aparecida, em Jaguariúna (SP), Maria José dos Santos, não têm nada de diferente de outras árvores. Duas estão produzindo - os frutos dão o ano todo - e três estão em fase de florescimento. O que surpreende é o fato de as plantas terem, em média, 7 anos e terem sido plantadas por semente. Normalmente, mudas de jabuticaba sabará plantadas por semente levam de 10 a 12 anos para frutificar. Na região, diz Maria José, existem jabuticabeiras de 20 anos, originárias de semente, que ainda não produzem.

No mercado, é possível adquirir mudas enxertadas, que produzem a partir do quinto ano, mas o custo da muda é alto, em torno de R$ 27, em média, segundo o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Luiz Antônio Melo. "A técnica pode ser interessante para pequenos produtores, que podem até comercializar as mudas", diz Melo.

A técnica utilizada por Maria José, porém, foi desenvolvida pela própria chacareira, há 15 anos. "Morei em uma outra chácara, onde havia uma jabuticabeira de 8 anos que não produzia. Fiz a limpeza, retirando as folhas, até a árvore começar a soltar as "casquinhas brancas", que é onde dá a flor. Não demorou muito e ela começou a frutificar", conta.
O procedimento é simples, segundo a chacareira. Ela espreme os frutos para retirar as sementes - não se deve aproveitar as sementes de frutos consumidos, segundo Maria José -, que são colocados em uma vasilha, sem lavar. Dois ou três dias depois, quando as sementes estiverem "murchas", são plantadas no vaso, em terra contendo esterco de gado. "A proporção é de mais ou menos 3 litros de esterco para uma lata de 15 litros de terra." Depois de incorporar o esterco à terra, as sementes são plantadas, superficialmente. "Não precisa afundar a semente na terra", ensina.

Após cerca de 30 dias no vaso ou quando a muda já estiver crescida, é feito o transplante para o local definitivo. "Faço uma cova com 0,5 metro de profundidade e misturo o esterco de gado com a terra que foi retirada. Misturado o esterco, coloco a terra de volta e planto a muda superficialmente, "rasa", sem afundá-la na terra", explica. "É bom fazer uma cerca para não entrar animais e dar um espaçamento razoável entre plantas, porque a jabuticabeira cresce bastante." Na chácara de Maria José, de mil metros quadrados, o espaçamento entre as plantas varia de 4 a 6 metros.

Mais ou menos depois de um ano do plantio do local definitivo, Maria José começa a podar a planta, uma vez por ano. "Retiro, manualmente, as folhas e deixo só os galhos. Quanto mais folhas são retiradas, mais a planta cresce e, conforme ela vai crescendo, vou podando. O segredo é deixar a planta "aberta" para o sol entrar." No quinto ano, a planta começa a soltar as "casquinhas brancas", que também são retiradas. A planta vai florescer e frutificar no lugar dessas "casquinhas brancas", explica Maria José. "Deixo essa casquinha e as folhas podadas no pé da planta como cobertura."

Conforme Maria José, a irrigação da planta depende do clima de cada região. "No calor rego o vaso uma vez por semana até começar a brotar. No local definitivo, rego diariamente e, depois que a planta estiver formada, volto a regar uma vez pode semana. Isso se não chover", explica. "O único gasto que tenho é com a terra. Só não planto mais porque não tenho espaço."
 

Informações:
Maria José dos Santos, tels. (19) 3867-1013 e 9815-5007
Fonte: O Estado de S.Paulo


http://www.abcsem.com.br/noticia.php?cod=215

quarta-feira, 19 de junho de 2013

COMO PLANTAR A JABUTICABEIRA?



Tenho um pequeno quintal e pretendo plantar uma jabuticabeira. Gostaria de saber: como devo preparar a terra; qual o melhor adubo; o que significa híbrida; ela tem vida longa?
(Ivonice Mamelli)

O pesquisador José Emilio Bettiol Neto, do Centro de Fruticultura do Instituto Agronômico (IAC), em Campinas (SP), recomenda plantar a muda em cova com 60x60x60 centímetros, de preferência no período das chuvas. A cova deve ser abertas 30 dias antes do plantio. O melhor adubo é o indicado pela análise química do solo, mas em pomares caseiros a adubação indicada é: misture 20 litros de esterco de curral bem curtido, 300 gramas de superfosfato simples e 100 gramas de cloreto de potássio nos primeiros 20 centímetros de terra retirada da cova. O pesquisador recomenda ainda 300 gramas de calcário dolomítico. Essa mistura será depositada no fundo da cova, que deverá ser preenchida com o restante da terra. Com relação aos híbridos, o pesquisador explica que são exemplares obtidos por cruzamentos dirigidos de plantas da mesma espécie ou de espécies distintas. Nem todas as mudas de jabuticabeiras são híbridas. ’Pelo contrário, geralmente são propagadas via vegetativa, o que reduz o tempo necessário para começar a produzir e são geneticamente idênticas à planta matriz’, diz. Jabuticabeiras, híbridas ou não, geralmente possuem grande longevidade.

http://www.todafruta.com.br/noticia/14939/07_03+-+COMO+PLANTAR+A+JABUTICABEIRA

domingo, 16 de junho de 2013

Jabuticabeira é Hora de Brincar

  (Foto: Célia Weiss e Edu Castello)
Felicidade geral
A frondosa jabuticabeira reinava sozinha no quintal de 60 m² desta casa em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O desafio da paisagista Gigi Botelho era criar nele um jardim que agradasse ao casal de moradores e também pudesse ser aproveitado pelas duas filhas pequenas. Para as meninas, ela projetou uma casa de bonecas de 8 m², elevada junto à parede do vizinho, toda feita de madeira jatobá. Para ficar protegido das intempéries, o material recebeu um verniz especial. Embaixo, o espaço coberto virou uma área de refeições exclusiva das crianças. “Para os pais, construímos um banco de concreto, com assento da mesma madeira, em torno da jabuticabeira”, diz Gigi. Com treliças de ferro e madeira de demolição, ela fez um painel com três fontes no muro do outro lado do quintal. Para facilitar a drenagem da água de chuva e a manutenção do jardim, a paisagista revestiu o piso com uma manta de bidim coberta de pedriscos.
  (Foto: Célia Weiss e Edu Castello)
  (Foto: Célia Weiss e Edu Castello)
  (Foto: Célia Weiss e Edu Castello)
Playground equipado
Após a chegada do primeiro filho, os moradores desta casa no Alto da Boa Vista, zona sul de São Paulo, decidiram transformar o jardim contemplativo em um verdadeiro playground para o menino, hoje com três anos. O espaço de 180 m² conta com uma piscina de bolinhas, um tanque de areia, minigangorras e um brinquedo com rampa de escalada, além de jogo da velha e escorregador. Diversas espécies foram plantadas junto aos muros, com 1,5 m de distância da área do playground, respeitando as margens de segurança. “Trabalhamos com um paisagismo mais periférico, para liberar o acesso aos brinquedos, e optamos pelo uso do piso colorido de borracha, que absorve impacto”, contam os arquitetos paisagistas Eduardo e Beatriz Mera, da Mera Arquitetura Paisagística.
  (Foto: Célia Weiss e Edu Castello)
  (Foto: Célia Weiss e Edu Castello)

sábado, 15 de junho de 2013

O velho e a jabuticabeira



Um velho estava cuidando de uma planta com todo o carinho. O jovem aproximou - se e perguntou:
- Que planta é esta que o senhor está cuidando?
- Ah! É uma jabuticabeira - respondeu o velho.
- E ela demora quanto tempo para dar frutos?
- Pelo menos uns quinze anos - informou o velho.
- E o senhor espera viver tanto tempo assim? - indagou irônico o rapaz.
- Não, não creio que viva mais tanto tempo, pois já estou no fim da minha jornada! - disse o ancião.
- Então, que vantagem você leva com isso, meu velho?
- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas se todos pensassem como você...
“Não importa se teremos tempo suficiente para ver mudada as coisas e pessoas pelas quais trabalhamos e desejamos, mas
sim
que façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo”.
Fonte:http://fadacriativa.blogspot.com.br/2013/06/o-velho-e-jabuticabeira.html
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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Jabuticabeiras Produzindo !

Jabuticabeiras Produzindo !


A jabuticabeira é uma árvore nativa da Mata Atlântica, conhecidas por seus deliciosos frutos. Seu tronco é bastante ramificado e de casca lisa, que se renova anualmente após a frutificação. Na primavera surgem do tronco numerosas flores brancas, que cobrem quase toda sua extensão. Este processo ocorre simultaneamente à queda das folhas, modificando completamente a aparência da árvore. Após a polinização, as flores gradativamente vão sendo substituídas por pequenos frutos verdes, esféricos, que tornam-se vermelhos e depois negros, quando completamente amadurecidos.
Os frutos são do tipo baga, apresentam casca brilhante e fina, que rompe-se facilmente à primeira mordida, evidenciando a polpa branca, doce e suculenta que envolve cerca de 1 a 4 sementes. Os frutos geralmente são consumidos in natura, mas prestam-se para o preparo de sucos, licores, aguardentes, vinagres e doces. São também muito atrativos para as aves silvestres. As safras de jaboticaba são proporcionalmente abundantes às chuvas que acompanham o amadurecimento dos frutos.
A jabuticabeira é uma planta elegante de folhas pequenas e atinge seu “auge” como planta ornamental durante a floração e frutificação. É uma planta própria para o quintal ou pomar, pois suas frutas azedam muito rapidamente o que a torna difícil de ser cultivada em grandes pomares comerciais. Como imortalizou o poeta Carlos Drummond de Andrade: “Jaboticaba chupa-se no pé”. É crescente sua utilização em jardins de vasos e como bonsai também, principalmente a variedade “Sabará”, de menor porte e maior precocidade.

A jabuticabeira é uma árvore de crescimento lento, que demanda cerca de 10 anos para sua primeira frutificação. Mas quando começa não para mais e sua produtividade cresce a cada ano. Quando adulta ela pode alcançar cerca de 15 metros de altura e apresenta copa em formato piramidal.
Além da “Sabará”, as variedades de jabuticabeira mais cultivadas são a “Paulista”, de grande porte, alta produtividade, frutos grandes, a “Branca”, de porte médio, com muitos frutos grandes, verde-claros; a “Rajada”, que tem os frutos verde-bronzeados, grandes e doces, mas sua maturação é mediana, e a “Ponhema”, a mais apropriada para a industrialização do fruto, apresenta maior crescimento, alta produção e frutos grandes, que só devem ser consumidos quando bem maduros.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solos férteis, profundos e ricos em matéria orgânica. As mudas devem ser plantadas em covas bem preparadas, caladas e adicionadas de esterco curtido, torta de mamona, farinha de ossos e húmus de minhoca. É muito exigente em água, devendo ser irrigada regularmente, com especial atenção durante a floração e frutificação. É pouco tolerante às secas ou geadas Multiplica-se por sementes ou enxertia.
http://www.jardineiro.net/plantas/jabuticaba-myrciaria-cauliflora.html

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A Jabuticaba a Mais Brasileiras das Frutas Parece Durona

Nome científico : Myrciaria cauliflora
A mais brasileira das frutas tem aparência de durona. Puro disfarce. Um apertão... e ploct. A jabuticaba explode e expele sem resistência sua polpa doce e esbranquiçada. Bom mesmo é comer arrancando direto do pé, escolhendo as mais graúdas. Ou de baciada, uma atrás da outra. 

Nativas do Brasil as jabuticabeiras são árvores que podem ser encontradas em quase todo o país, sobretudo em Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.
Árvore geralmente alta (até 8 metros), ramos com casca. Arvore de crescimento lento.
Suas folhas são pequenas e simples, opostas, glabras, brilhantes, lanceoladas, medem de 3 a 5 cm de comprimento por 1 a 2 cm de largura, vermelhas quando jovens, verdes posteriormente.
Flores pequenas, brancas e bem vistosas, que surgem directamente nos troncos, ramos e até raízes descobertas. Floresce duas vezes por ano.
O período entre a floração e a maturação da fruta compreende cerca de quarenta dias. Frutos tipo bagas globosas de até 3 cm de diâmetro, arredondados de cor roxa escura, quase preta. Polpa esbranquiçada, doce, comestível, saborosa com uma a quatro sementes.
A jabuticaba é utilizada para vários fins, tanto culinários, como medicinais. Entre estes é mencionada a decocção da casca, como remédio para a asma. Por sua semelhança à uva, muitos produtos, como o vinho, suco, geléia, licor e vinagre podem ser feitos com a jabuticaba.
Fructificação no final do inverno e primavera.
O fruto amadurece em cerca de 3 semanas após o florescimento e até 5 colheitas podem ser feitas por ano, em condições ideais de clima e cultivo.


© Hervé Thery

Da família das mirtáceas - a mesma da pitanga -, a jabuticaba é uma fruta exclusivamente brasileira, típica da Mata Atlântica. Apesar de haver cerca de 15 variedades da fruta, pouca gente distingue bem uma da outra. É que a única jabuticaba amplamente comercializada é uma espécie chamada sabará (Myrciaria jaboticaba), considerada a mais doce. A paulista (Myrciaria cauliflora), maior e mais azedinha, também pode ser encontrada.
Um tipo raro e incomum bastante cultuado no universo jabuticabeiro é a branca (Myrciaria aureana), que, diferentemente de todas as outras, é verde. As variedades restantes? Só procurando de pomar em pomar.

Fruto difícil de encontrar nos mercados, pois como dizia Carlos Drummond de Andrade, "jabuticaba se chupa no pé".
Em Minas Gerais era comum o hábito de alugar um "pé de jabuticaba" : o inquilino tinha o direito de passar ali o dia inteiro chupando as frutas, as doces "pretinhas", até o quando pudese aguentar...
Quem nunca provou um "beijo de jabuticaba" roubado do pé carregadinho, que se apresse, pois a safra, mesmo abundante, dura pouco.
O tamanho, a robustez e a longevidade alcançada pela jabuticabeira sugerem frutos de natureza mais resistente, duráveis e até maiores.

Mas a verdade é que a jabuticaba é uma fruta que não gosta de sair de casa, seja deste lado ou do lado de lá do mundo. Estoura à mínima pressão e começa a fermentar no mesmo dia da colheita. Além disso, é uma planta sem pressa, descansada, que demora mais de uma década para dar os primeiros frutos - daí a grande quantidade de jabuticabeiras híbridas ou "produzindo" à venda.
E, quando finalmente dá fruta, é arrebatadora: "Não acredito, a jabuticabeira aqui de casa deu fruto pela primeira vez! Ia fotografar, mas comi o potinho inteiro, antes. Doces! Demorou uns 15 anos para se manifestar", escreveu recentemente a escritora Nina Horta em seu blog. A mesma Nina tentou adivinhar o deslumbre de Paul Bocuse frente à fruta, em capítulo de Não É Sopa, com a citação: "La jabuticaba n’est pas pour le bec de tout le monde. Extraordinaire..." ("jabuticaba não é para o bico de todo mundo. Extraordinária").

A fruta povoa também um capítulo inteiro de Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. É lembrada por Guimarães Rosa em Primeiras Estórias e homenageada por Bebel Gilberto ("If I could name a fruit for you it would be jabuticaba") e Gilberto Gil ("É o Grande Sertão: Veredas, Reino da Jabuticaba").

       

        

                                                                "Atrás do grupo-escolar ficam as jabuticabeiras.
Estudar, a gente estuda. Mas depois,
ei pessoal: furtar jabuticaba.
Jabuticaba chupa-se no pé.
O furto exaure-se no ato de furtar
Consciência mais leve do que asa
ao descer,
volto de mãos vazias para casa."
Menino AntigoCarlos Drummond de Andrade



Com ou sem caroço?
Não tem certo e errado, mas "jabuticaholics" juram que é melhor cuspir. Por três motivos: se você engole o caroço de uma vez, não ‘curte’ a polpa que o envolve - e a ideia é que antes de cuspir você o chupe. Se engolir direto, perderá a chance de mordiscá-lo e sentir o sabor azedinho. Por último, o caroço causa prisão de ventre.

Jabuticaba de beber
A casca tem um leve amargor, a polpa é extremamente doce; e o caroço, azedinho. Por unir em uma só fruta qualidades tão distintas, a jabuticaba é ótima para ser "engarrafada". Além do bom sabor, as bebidas com jabuticaba saem na frente em relação aos pratos no quesito durabilidade - você consegue manter a jabuticaba o ano todo na despensa. Prova da versatilidade da fruta é a galeria com as bebidas ao lado. Uma caipirinha para abrir o apetite, um licor ou um "vinho do porto" para fechar a refeição, o frisante para acompanhar o prato principal ou uma cerveja com petiscos? É só escolher.

Caipirinha
Refrescante como toda caipirinha, tem a vantagem de ser feita com uma fruta muito doce, que ‘quebra’ o álcool da cachaça envelhecida Jacuba de Ouro (MG). É servida no Mocotó (Av. Nossa Senhora do Loreto, 1.100, 2951-3056)

Licor
Para quem gosta de terminar as refeições com um sabor doce. Leva jabuticaba, açúcar e cachaça. Andrea Kaufmann, do AK (R. Fradique Cotuinho, 1.240, 3231-4496), tem uma versão com vodca que lembra uma batida

Vinho 'do porto' e frisante
O 'porto' é ácido e agradável, com boa presença de jabuticaba. Menos doce que o licor. Já o cheiro do frisante lembrou lata de sardinha; agradou menos. Empório do Abade (Av. Brig. Luís Antônio, 2.013)

Cerveja
A mineira Falke Vivre Pour Vivre nasceu de um lote de tripel Monasterium que sofrera ação láctica. Adicionou-se suco de jabuticaba. Resultado: notas da fruta e boa acidez. Alto dos Pinheiros. R. Vupabussu, 305.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Estudo da Usp Sobre a Jabuticaba e a Jabuticabeira


A jabuticaba é uma fruta originalmente brasileira e que começa a ser explorada comercialmente para produção de polpa congelada, geleia, licor, dentre outros produtos. O processamento da jabuticaba gera uma grande quantidade de resíduos, oriundos da casca e da semente, que normalmente são descartados em aterros, contribuindo para poluição ambiental. Todavia, esses resíduos são ótimas fontes de ingredientes funcionais, tais como antocianinas (pigmentos roxos) e elagitaninos, ambos potentes antioxidantes. Assim, o objetivo deste estudo foi extrair o pigmento do resíduo do despolpamento da jabuticaba e caracteriza-lo; estudar o processo de secagem por atomização do pigmento;caracterizar os pós obtidos, bem como sua propriedade antioxidante e estabilidade durante o armazenamento. Para tanto, a jabuticaba foidespolpada, e do resíduo (cascas e sementes) foi obtido um extrato aquoso, o qual foi caracterizado quanto ao teor de sólidos solúveis, pH, umidade, cinzas, proteínas, lipídeos, fibras, açúcares e acidez, e, em seguida, foi desidratado em spray-dryer com os agentes carreadores maltodextrina DE10 e goma arábica. Os pós obtidos foram caracterizados quanto à umidade, higroscopicidade, cor instrumental, morfologia e tamanho das partículas, teor de antocianinas, estabilidade e propriedade antioxidante pelos métodos ORAC e DPPH, estabilidade durante estocagem e isotermas de sorção. O extrato aquoso obtido apresentou 10% de sólidos solúveis totais, pH 3,54, acidez de 0,71 g ácido cítrico/100g amostra e teor de antocianinas de 79,3 mg de antocianinas/100g de amostra. Os pós obtidos com maltodextrina em condições otimizadas apresentaram retenção média de antocianinas de 77%, umidade média de 4,0%, higroscopicidade média de 34,9 g de água absorvida/100 g de pó, rendimento médio do processo de 32,1% e em média 11,5 mg/g pó de antocianinas totais. Os valores médios para a atividade antioxidante variaram de 826,9 a 266,0 µmoles equivalentes de Trolox/g pelos métodos ORAC e DPPH, respectivamente. Já para os pós obtidos com goma arábica em condições otimizadas a retenção média de antocianinas foi de 86%, umidade média de 3,9%, higroscopicidade média de 56,1 g água absorvida/100g pó, rendimento médio do processo de 35,7% e em média 14,8 mg/g pó de antocianinas totais. Os valores médios para a atividade antioxidante variaram de 227,2 a 1152,7 µmoles equivalentes de Trolox/g de pó pelos métodos DPPH e ORAC, respectivamente. Os pós obtidos apresentaram valores altos para antocianinas, fenólicos totais e atividade antioxidante, mostrando o grande potencial do resíduo do despolpamento da jabuticaba para produção de um pigmento funcional. A presença do carreador foi efetiva para manter a estabilidade do pigmento durante a estocagem e quanto maior a sua concentração, maior a estabilidade do pigmento.http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74132/tde-14032013-141427/es.php

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A Jabuticaba Um estudo da ouropreto-ourtoworld.jor




Tudo tem sua hora e sua vez no esquema universal, pois inutilidade absoluta não há debaixo do sol e em parte alguma. O que hoje não tem significado amanhã poderá ter, e o que está na crista da onda, amanhã poderá estar no ponto oposto das considerações mundanas. Vêm-me à mente tais considerações quando vejo a efêmera jabuticaba emergir da insignificância para assumir papel motivador de uma festa, ainda que ela própria nem tanta participação tenha, em razão de sua presença tão fugaz como fruta nos pomares e quintais. A jabuticaba sempre foi um referencial de Cachoeira do Campo, cujos quintais se destacam de longe pela copas arredondadas das centenárias jabuticabeiras. As doces "pretinhas" sempre foram apreciadas, e, antes de Cachoeira do Campo despertar para o desenvolvimento que agora ocorre (embora muitos o neguem), elas eram pretexto para uma visita daqueles que daqui partiram em busca de algo mais, que o torrão natal não podia proporcionar. Fora isso, a jabuticaba era mais uma curiosidade e extravagância da natureza, que nunca havia despertado o mínimo interesse econômico. Servia como passatempo nas noites quentes, quando nada havia para fazer, e, grupos se formavam para incursões em quintais alheios, onde as jabuticabas pareciam mais saborosas do que as que colhíamos em nossos domínios. Quando regressávamos às nossas casas, descobríamos que outros faziam o mesmo em nosso quintal. Mas, nada de cestas ou sacolas cheias. Cada um consumia diretamente da árvore o que agüentava e, pronto: no máximo algumas nos bolsos para completar a "farra". Nada de depredações ou qualquer tipo de dano aos proprietários "visitados", e muito menos, insultos ou agressões contra os mesmos, quando os "visitantes" eram apanhados em flagrante. O comércio da fruta limitava-se à venda dos pés de jabuticaba, modalidade em que o comprador podia colher toda a produção ou quase toda de determinada árvore, facilitando a limpeza do quintal, pois se o proprietário não tinha condições de consumir tudo, as frutas viravam vinagre quando caiam ao chão.
Além daqueles que entram pela porta da frente e as compram, hoje elas são disputadas também a tapas por fedelhos e marmanjos que invadem quintais, na maior "cara-de-pau", diante dos donos desafiados com toda a sorte de insultos e ameaças. O que conseguem furtar é vendido por até dois reais ao litro mal medido.
Devido às suas peculiaridades, a jabuticabeira pode ser considerada uma extravagância da natureza. Entre o nascimento da muda e a produção das primeiras frutas, o tempo mínimo é de dez anos. O tamanho, a robustez e a longevidade alcançada pela jabuticabeira sugerem frutos de natureza mais resistente, duráveis e até maiores. Entretanto, tudo é o contrário do que pede sua aparência. Desde as minúsculas flores amarelas, que envolvem o tronco e os galhos até as extremidades, a jabuticabeira só mostra delicadeza no cumprimento da função de perpetuação da espécie. Ao contrário de outras frutas, que pedem sol, a jabuticaba o dispensa e é mais saborosa quando sua maturação se dá com bastante chuva. Da floração à maturação completa são apenas quarenta dias e, para se azedar e cair são mais sete dias, no máximo. Depois de colhida, a jabuticaba não alcança vinte e quatro horas sem que se azede. Em menos de cinqüenta dos trezentos e sessenta e quatro dias do ano, a jabuticabeira oferece a beleza da floração, do desenvolvimento das continhas verdes, da conversão destas em frágeis e negros receptáculos do néctar tão apreciado, fechando-se o ciclo com o prazer de saborear a fruta. Tudo muito rápido, porém sem ter diminuída a sua importância.
Olhando bem uma jabuticabeira e considerando o que ela proporciona, chegamos à conclusão que, em alguns aspectos, a vida humana a ela se assemelha, quando o homem mostra de avaliar sua própria existência pela pujança com que se apresenta em dotes culturais em dotes culturais/intelectuais e poderes políticos/econômicos. Embora uma vida se sobressaia em tudo isso, seu verdadeiro objetivo, previsto no plano cósmico, pode estar resumido num simples ato não percebido pelos olhos mundanos. Uma vida pode se estender por oitenta, noventa anos, tornando-se realidade muitos projetos considerados importantes pela sociedade humana, porém sua principal missão pode estar circunscrita a apenas um momento, se sem que figure entre os grandes feitos. (publicado no jornal O LIBERAL em novembro/97)


Curiosidades sobre a jabuticabeira e a jabuticaba
Em condições climáticas normais, o período entre a floração e a maturação da fruta compreende cerca de quarenta dias
Depois de madura, sua durabilidade não vai além de cinco a sete dias.
A jabuticaba, ao contrário de outras frutas, depende mais de chuva de que do sol. A chuva se torna prejudicial somente nos dois ou três depois de abertas as flores, período em que ocorre a polinização. Para a polinização é imprescindível a contribuição das abelhas. A jabuticabeira tem uma copa arredondada e totalmente fechada pelas folhas, que são miúdas. Ao se abrirem as flores, as folhas caem e, assim, espaço é aberto para a aproximação das abelhas. Findo o período da polinização toda a árvore se refolha.
Pode-se chupar de cinco litros ou mais de jabuticaba e ficar plenamente satisfeito, mas uma hora depois, outro tanto é plenamente consumido pela mesma pessoa.
Pessoas com tendência a prisão de ventre devem ter certo cuidado ao chupar jabuticabas. Quem engole os caroços (sementes) crê que o ressecamento intestinal é causado por eles, mas, nas verdade, deve-se o "entupimimento" ao fato de o suco da fruta funcionar como secante. Portanto, o desconforto não é provocado pelos caroços. Estes apenas agravam a situação. O ideal é ingerir fibras.  Aos que têm o problema, aconselha-se mastigar e engolir algumas cascas da própria jabuticaba e não engolir caroços.
Em tempo de jabuticaba, mulheres se postam nas esquinas de Ouro Preto com os respectivos balaios cheios das "pretinhas". É um dinheirinho extra que ganham, na venda da fruta aos turistas. As frutas são colhidas pela madrugada e levadas para Ouro Preto no bagageiro de ônibus. Toda a produção se localiza nos distritos. Nos quintais da sede do município, a jabuticaba é fruta rara.
Em Cachoeira do Campo, a venda fica por conta de adolescentes postados junto aos vários "quebra-molas existentes no trecho urbano da "Rodovia dos Inconfidentes". Os politicamente corretos compram a fruta nos quintais produtores, outros as furtam descaradamente para vender
Como o processo de deterioração da fruta se processo muito rápido, a melhor maneira de consumi-la é diretamente na jabuticabeira. Para isso, é melhor vestir uma roupa velha e subir na árvore sem preocupação com a sujeira. As frutas crescem em meio às milhões de flores secas, que formam uma grande massa marron. Quando o tempo está chuvoso, o incômodo se torna maior, mas, em compensação é quando a jabuticaba está melhor. Quem escala um jabuticabeira, para colher jabuticabas, tem que se integrar com a árvore, sentir-se quase um galho dela. Só assim, pode-se melhor sentir o prazer de destacar a fruta e levá-la diretamente à boca, mesmo que contenha algum cisco. Assim como as frutas são vendidas para os atravessadores que as apanham para vender nas ruas, há proprietários que as vendem para os que se dispõem a saboreá-las diretamente no pé. Combina-se o preço e o comprador se farta da fruta, sem direito de carregar para fora dali. Consome-se o que aguenta e pronto. Quem não se dispõe ao incômodo de subir na árvore, sujar-se, arranhar-se e correr o risco de uma queda, não tem o direito da escolha das maiores, das mais doces, das mais brilhantes, etc.
A jabuticaba é muito frágil, mas a jabuticabeira é justamente o contrário. Sua robustez impressiona. Entretanto, ao escalar uma há que se ter o cuidado de verificar o galho em que se firma. Estando verde, um ramo da grossura de um dedo resiste se utilizado como apoio em sua junção com o tronco ou galho maior. Entretanto, se estiver seco, ali estará o perigo, não importando a grossura do galho. Antes de se firmar com os pés ou as mãos, é indispensável saber se está seco ou verde. E é fácil a identificação. Se tiver folhas nas extremidades, está verde. Se não as tiver, procure outro ponto onde pisar, porque o chão o espera.
Finda a curta temporada da jabuticaba, a jabuticabeira deixa de chamar a atenção e assim deve permanecer por um ano, mas algum tempo depois ela renova toda sua casca. Do tronco até às pontas dos ramos, a casca se solta em pedaços, para que outra tome o lugar. Nesse fenômeno reside curiosa defesa da árvore. A chamada "erva de passarinho", praga que abafa qualquer árvore maior,  não tem vez com a jabuticabeira. A erva se estende sobre sua copa, mas na troca da casca, perde sustentação e morre. Talvez seja a única árvore que não se deixa dominar pela "erva de passarinho".

Entre as aves há uma espécie que também aprecia a jabuticaba, tanto quanto nós humanos. É a maritaca (maitaca ou maracanã em outras regiões), que a esta época sobrevoam Cachoeira do Campo em grandes bandos barulhentos à procura da fruta. O curioso é que, enquanto ocupadas com as frutas, elas permanecem em silêncio total, como se por medo de serem descobertas. Só se escuta o barulho das cascas caindo no chão. Ao se verem descobertas alçam vôo na maior algazarra. Ainda bem que elas não descem muito pela árvore. Limitam-se à copa. Se descessem, talvez não sobrasse muita coisa para nós outros.


A Festa da Jabuticaba, promoção anual  do Lions Clube de Cachoeira do Campo, que tem acontecido, às vezes, depois que elas se foram,  será realizada mais cedo neste ano. O evento está marcado para os dias 10, 11, 12 e 13 de outubro. Possivelmente alguma jabuticaba haverá, pois algumas jabuticabeiras se adiantam na produção. Entretanto,, o forte da safra mesmo deverá ser no fim de outubro, a partir do dia 26

Uma jabuticabeira adulta. As fotos da coluna ao lado foram tomadas nesta árvore

Algumas jabuticabeiras não oferecem facilidades para a escalada do colhedor de jabuticabas. O jeito então é improvisar alguma ajuda. Repare no travessão a unir dois grandes galhos

As jabuticabas brotam tanto no tronco ao nível do solo quanto nas extremidades dos galhos mais finos. As frutas das pontas ficam por conta da passarada

Como se pode verificar pelas fotos, nem sempre as jabuticabeiras oferecem facilidades para a colheita, que deve ser feita, de preferência, manualmente. Aliás, o ideal mesmo é ela ser consumida ali mesmo "no pé".Mas há quem tem medo de trepar (é o termo usado) na jabuticabeira, ou que não trepa porque se sente diminuído ao nível do macaco.
Entretanto, para uma colheita mais rápida já se desenvolveu um aparelho que, até certo ponto, dispensa a subida na jabuticabeira. Para a turma "pó-de-arroz" é o ideal.
Clique aqui para ver que na colheita da jabuticaba já se aplica




Conforme previsto logo na abertura desta página, as jabuticabas atingiram o ponto ideal da maturação no ida 26 de outubro. E também conforme já se esperava, as "pretinhas" ficaram muito aquém do tamanho ideal, como consequência da ausência de chuvas. Poucas frutas ultrapassaram o diâmetro de 19mm.
NOVEMBRO 2003
Este é o pior ano quando à produção e qualidade da jabuticaba. Hoje, 1º de novembro, as frutas estão prontas para a colheita, mas quem conhece a jabuticaba está sem entusiasmo até para chegar debaixo da jabuticabeira. Quase não choveu  (praticamente, só uma chuva leve entre a floração e a maturação)e por isso as frutas perderam qualidade. As "pretinhas" não combinam com sol forte. Se as chuvas tivessem sido regulares, no dia 23 de outubro já teríamos jabuticaba, uma vez que a floração se deu no dia 13 de setembro. Portanto, houve atraso na maturação, fato muito raro em se tratando da jabuticaba. Além disso, a floração foi em quantidade bastante reduzida, o que talvez tenha contribuído para a abertura de mais flores quando caiu a única chuva durante o período. E essas flores se perderam. Até a Festa da Jabuticaba teve problemas com sua realização, que já teria acontecido, se não fosse o "distrato com a produtora, que não cumpriu alguns de seus compromissos", conforme comunicado do Lions Clube Cachoeira do Campo ao público. A Festa da Jabuticaba foi remarcada para os dias 14, 15 e 16 de novembro/2003, no Clube do Cavalo


Nenhuma jabuticaba no tronco, que anos anteriores ficava todo coberto
Não há a grande aglomeração de frutos

A falta de chuvas é denunciada pela terra seca coberta de folhas secas debaixo das jabuticabeiras. O normal nesta época seria barro e muita jabuticaba repisada
 Contudo, a venda da fruta nas esquinas de Ouro Preto continua. As calçadas estreitas  são obstruidas pelas caixas e cestas de jabuticaba, causando sérios transtornos aos pedestres, que ainda têm de se preocupar em não pisar nas cascas lançadas por mal educados. Qualquer  descuido, uma pisada em casca, uma queda e perna quebrada! Mas, o maior perigo é quanto ao consumo da fruta ali mesmo, sem saber como e onde foi colhida. Não há garantia de toda ela ter sido colhida no pé; alguma pode ter sido apanhada no chão; não se sabe como foi seu manuseio até chegar ao ponto de venda. 


Derivados da jabuticaba fabricados, atém bem pouco tempo produzidos de forma artesanal apenas, já mostram alguma sofisticação. É o caso do licor caseiro Sendero Ouro Preto, fabricado na Fazenda Castelo de Shangri-lla, em São Bartolomeu-Ouro Preto.


Em garrafas de 290ml e 500ml o Sendero Ouro Preto é boa sugestão de brinde por ocasião das festas natalinas. O mesmo fabricante produz ainda o Licor de Rosas Shangri-lla e a cachaça Heliodora. Contatos podem ser feitos pelos tels (031) 3333-3399  e 9946-3399

OUTUBRO 2004
Parece-me que nos distanciamos, cada vez mais, do equilíbrio existente outrora na produção de frutos em nossos quintais. E a jabuticaba, fruto sensível e de características tão especiais, sofre maior impacto, a julgar pelo que se tem verificado nos últimos anos. Alterações climáticas não têm permitido a regularidade da produção e assim temos frutos menores, ocorrência da flo em várias etapas na mesma safra e árvore, além da ocorrência de pragas como o fungo amarelo. Neste ano, com a irregularidade das chuvas, várias florações menores e esparsas ocorreram em cada árvore no mês de setembro, em lugar da única e uniforme que resultaria na safra a ser colhida em fim de outubro e princípio de novembro. Somente hoje, 15 de outubro, uma grande florada ocorre. Contando-se quarenta dias entre a florada e a jabuticaba pronta para a colheita, conclui-se que somente em 25 de novembro teremos as doces pretinhas. As jabuticabas em fase de crescimento não poderão ser colhidas, sem prejuízo das que agora nascem. Cairão ou farão a festa das barulhentas maritacas.
Assim como existem botões por abrir, em outros pontos desta jabuticabeira há jabuticabas quase no ponto de serem consumidas
Repare a presença de botões fechados em às flores. Outrora as floradas eram mais uniformes
Outro fator contrário à jabuticaba em Cachoeira do Campo é a expansão urbana. O parcelamento dos quintais em lotes para edificação tem feito desaparecer muitas jabuticabeiras, sem que se cuide de compensar os cortes com plantio de mudas. Caberia à Prefeitura Municipal de Ouro Preto adotar uma política de preservação da cultura dessa fruta, mas o tempo dos políticos ouropretanos é pouco para a prática de suas picuinhas. Enquanto isso, vale a manifestação feita por alunos da Escola Nossa Senhora Auxiliadora. Os pequenos estudantes saíram às ruas, recentemente para lembra que as "pretinhas" poderão desaparecer de Cachoeira do Campo, se providências em sentido contrário não forem tomadas com urgência.
http://www.ouropreto-ourtoworld.jor.br/a_jabuticaba.htm