Viveiro de Mudas - Arvores Nativas e Arvores Frutiferas

Vendemos Jabuticabeiras em Vasos
Nossa Jabuticabeiras são produzidas em nosso
Viveiro de Mudas Floresta em Tupã - São Paulo
Endereço:
Estrada Parnaso São Martinho-Tupã-Sp

Viveiro de Mudas - Arvores Nativas e Arvores Frutiferas

Nossa Jabuticabeiras são produzidas em nosso
Viveiro de Mudas Floresta em Tupã - São Paulo

Enviamos Jabuticabeiras para qualquer local do Brasil

Fone : 014 3441 3501

florestamudas@gmail.com

sábado, 31 de agosto de 2013

Jabuticaba -Globo Rural



Texto João Mathias
Consultora Graciela da Rocha Sobierajski*



Com 50 centímetros as mudas estão prontas para o transplante

Das Jabuticabeiras entre as espécies mais comuns estão paulista ou ponhema, branca, rajada, coroa e sabará, a mais cultivada. São plantadas principalmente nas regiões Sul e Sudeste, exceto em locais com altitude acima de 900 metros e com registros de secas prolongadas. Apesar de ser originária de regiões subtropicais, a jabuticabeira apresenta boa adaptação a climas amenos e em áreas tropicais que contam com períodos de temperaturas mais baixas.
A maior parte das plantações da fruteira ocorre em pomares caseiros. Difícil de ser conservada, a jabuticaba está sujeita a iniciar seu processo de fermentação no mesmo dia da colheita. A recomendação é de a fruta ser colhida quando estiver madura e pronta para o consumo.
Provocada por um fungo que se espalha por todas as partes da árvore, a ferrugem é a doença mais grave que ataca as jabuticabeiras.
É bom ficar atento em caso de surgir um pó amarelo, sobretudo na primavera, quando as temperaturas são mais baixas e há muita umidade no ar.
O desenvolvimento das jabuticabas também pode ser prejudicado, segundo especialistas, por pragas, como pulgão, cochonilhas e mosca-da-fruta.
Raio X
Plantio: no início da estação das chuvas
Solo: fértil, profundo e com bom grau de umidade
Clima: ameno
Colheita: de uma a duas vezes ao ano
Área mínima: com cinco pés dá para iniciar a produção de geléias
Custo: de 5 a 200 reais, de acordo com o estágio de desenvolvimento da muda
Mãos à obra
ÉPOCA - Desde que haja meios de irrigação, o cultivo de jabuticabeiras pode ocorrer o ano todo. Porém, recomenda-se iniciar a atividade na época das chuvas. Elas se dão bem em regiões de clima ameno e tropicais com períodos de temperatura baixa.
LOCAL - Para o plantio, os solos devem ser férteis e profundos. Também é indicado que tenham boa umidade, em especial na época da floração e frutificação. Os espaçamentos podem variar de 7 x 7, 7 x 8 e 8 x 8 metros em pomares comerciais. Quando o cultivo ocorrer em quintais, chácaras ou mesmo em locais com área restrita, as medidas podem ser diminuídas para 5 x 5 ou 6 x 6 metros.
PROPAGAÇÃO - O método mais rápido é o da enxertia e estaca, que permitem iniciar a produção em quatro ou cinco anos. A propagação pode ser também por sementes, mas é um processo mais demorado. Providencie um porta-enxerto com 20 centímetros de comprimento e com a espessura de um lápis. Abra uma fenda de meio centímetro para colocar o enxerto. Proteja o corte com uma fita plástica amarrada e envolva toda a parte superior da muda com um saco plástico transparente. Ele deve ser retirado apenas quando o broto atingir seis centímetros e a fita, após 60 dias.
TRANSPLANTE - Com 50 a 70 centímetros, as mudas estão prontas para o transplante. Trinta dias antes, porém, aumente a exposição delas ao sol para uma climatização. Escolha dias nublados para levar as mudas até as covas de 60 x 60 x 60 centímetros, tamanho que facilita o desenvolvimento das raízes.
PODA - São necessárias apenas as podas de formação e de limpeza. Deixe a copa a 80 centímetros do solo e sem galhos secos e doentes para receber luz e ar em seu interior. Copas arejadas beneficiam a floração e a frutificação. Abundantes, as flores e os frutos podem ser desbastados para obter tamanho e forma padronizados, característica importante na hora das vendas. Com escova de cerdas duras, limpe os troncos floridos e deixe um espaço de dois centímetros entre os frutos.
COLHEITA - As jabuticabeiras frutificam em abundância, entre 50 e 200 quilos por planta. Contam com uma ou duas produções ao ano, entre agosto e setembro e janeiro e fevereiro. As frutas devem ser consumidas logo após a colheita, pois são difíceis de conservar e podem fermentar rapidamente.
CUSTOS - Há uma grande variação nos preços das mudas de jabuticabeirais. Dependendo do tipo de propagação e da fase de desenvolvimento delas, chegam a oscilar de cinco a 200 reais.


*Graciela da Rocha Sobierajski é pesquisadora do IAC - Instituto Agronômico, Centro de Fruticultura, Av. Luiz Pereira dos Santos, 1500, Corrupira, Jundiaí, SP, CEP 13214-820, tel. (11) 4582-7284, sobierajski@iac.sp.gov.br
Mais informações: orientações sobre mudas de jabuticabas, entre em contato com a Cati - Centro de Produção de Mudas, tel. (19) 3743-3831.
Fonte:
http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1411763-4529-2,00.html

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Jabuticaba para "chupar no pé"

 Essa fruta, nativa da Mata Atlântica, é cheia de qualidades e, em setembro, colore de bolas negras os troncos das árvores

“Se você chupar uma jabuticaba de cada pé, ganha a fazenda”. A provocação é para turistas e visitantes que passam o dia na Vinícola Jabuticabal, em Hidrolândia, distrito de Nova Fátima, em Goiás. O desafio parece fácil, não? Mas quando a pessoa paga uma espécie de aluguel para ‘chupar no pé’ quantas jabuticabas puder, logo descobre o tamanho da encrenca: devorar 31 mil jabuticabas num dia!
A fazenda Jabuticabal justifica o nome: é a maior do País em quantidade de jabuticabeiras e na produção de jabuticabas da variedade pingo-de-mel. São 105 hectares de área plantada. Mesmo de posse dessas informações, ou até por isso, não é que tem muita visita que leva a sério o desafio?
“Cansei de ver gente correndo, sem tempo de chegar ao destino (o banheiro)", conta o administrador da fazenda, Paulo Antonio Silva. Os anos de experiência no manejo e na acolhida de turistas o gabaritam a desmistificar a crença generalizada de que jabuticaba demais trava o intestino. “Ela não trava só, também provoca grandes desarranjos. Depende da moderação e do organismo de cada pessoa”, sentencia.
E a fama da pingo-de-mel já extrapolou fronteiras: a fruta foi apanhada ‘no pé’ por turistas dos Estados Unidos, da Europa e até do Japão. Uma atração nunca imaginada quando os primeiros pés de jabuticaba chegaram à fazenda, em 1947, apenas para consumo familiar. A tradição de porteiras abertas aos visitantes só teve início na década de 1960. Quem estiver de passagem por Goiânia – a fazenda fica a 35 km da capital – pode agendar: a largada na catança das pretinhas básicas começa em setembro e se prolonga por aproximadamente 40 dias, até final de outubro.
A jabuticabeira (Myrciaria cauliflora) é típica da Mata Atlântica e ocorre naturalmente, de forma mais concentrada, na região Sudeste. Mas está plenamente adaptada ao solo goiano, e com vantagens! Segundo Paulo Silva, a família trouxe as primeiras mudas da pingo-de-mel de Minas Gerais. É uma variedade muito próxima da mais famosa, a sabará: um pouco menor no diâmetro, mas tão doce quanto. Na região do Cerrado e com baixa umidade, a árvore se beneficia da falta de parasitas e predadores naturais – como os pulgões – e produz muito, sem necessidade de qualquer tipo de agrotóxico no cultivo. Essa característica agregou valores a outros produtos fabricados com as frutinhas: são 6 tipos de vinho (suave e seco, tinto e branco, todos desenvolvidos pela Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás), mais cachaça e suco. A novidade é o licor. E ainda tem o doce de geléia.
Tudo feito em família: na fazenda trabalham 11 irmãos e são 84 pessoas, da mesma família, de alguma forma envolvidos na produção, dos avós aos netos. Existem apenas 8 funcionários. Assim, a família Silva soma sua história à das jabuticabeiras, ajudando a criar uma espécie de circuito goiano das jabuticabas: outras cinco fazendas na região de Hidrolândia também recebem turistas na colheita da fruta, e existem outras 100 com plantações em crescimento, de olho no potencial comercial.
Nos Estados de origem, a mais doce fruta silvestre da família Myrtaceae faz história desde os tempos sem história escrita, antes da chegada dos europeus ao Brasil. Dos indígenas do tronco tupi-guarani vem o nome, conforme explica Silveira Bueno, em seu Vocabulário Tupi-Guarani Português. Ele escreve jaboticaba com a vogal ‘o’ e esclarece que não há qualquer relação com jaboti: o significado é “a fruta em forma de botão (de flor)”. A grafia popular, jabuticaba com ‘u’, está incorreta, segundo Bueno. Mas poucos resistem a ela, assim como poucos resistem à fruta. Além do consumo humano, os frutos são apreciados por aves, capivaras, porcos-do-mato, cotias, macacos, micos e quatis. A festa da bicharada provavelmente explica a ocorrência de jabuticabeiras em grupos concentrados, dentro da mata, um fenômeno também atribuído, por alguns, ao manejo indígena.
O assédio às jabuticabeiras começa com a florada, de julho a agosto, ou, dependendo da região, de novembro a dezembro (com produção em janeiro e fevereiro). As centenas de flores são brancas, e nascem diretamente do caule, característica conhecida como caulifloria. A floração é um banquete para insetos dos mais variados tamanhos. E enche os olhos de quem antecipa a frutificação.
Os frutos verdes aos poucos se tornam roxos e depois escurecem até o negro-brilhante. A polpa, suculenta, mole e esbranquiçada, pode apresentar até quatro sementes. Normalmente os meses mais produtivos são setembro e outubro, mas há variações conforme a região, o clima e a variedade de jabuticaba.
“Comparada a outras espécies da mesma família das mirtáceas, como a goiabeira, por exemplo, a jabuticabeira demora o dobro do tempo para produzir frutos, de 8 a 12 anos, em média”, explica o pesquisador e mestre em agronomia Eduardo Suguino. A variedade sabará tem um dos menores frutos – entre 1,5 e 2,5 centímetros de diâmetro –, mas é uma das mais saborosas para consumo in natura. A jabuticaba paulista e a ponhema têm uma grande produção e um dos maiores frutos – até 5 cm de diâmetro –, porém é considerada mais ‘aguada’ e, por isso, destinada à fabricação de doces. Depois da primeira safra, a produção se repete por anos e anos. Há registros de pés que frutificaram por mais de meio século!
O desenvolvimento da árvore depende da variedade, as maiores atingem 15 metros de altura. A madeira é flexível, resistente, e é usada nas chamadas pequenas construções e na produção de móveis (cadeiras, mesas, ripados, etc). No trato, a jabuticabeira necessita de cuidados constantes, sobretudo na freqüência da ‘aguada’ durante o período de floração, fator importante na formação dos frutos.
Boa para a saúde
E uma pesquisa científica, realizada na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás, já concluída e em fase de publicação internacional, confirma os benefícios terapêuticos do vinho de jabuticaba como antioxidante.
“No vinho de jabuticaba encontramos até três vezes mais polifenóis do que no vinho de uva. Desses polifenóis, os mais importantes são a quercetina e a rutina”, revela Eduardo Ramirez Asquieri, doutor em Engenharia de Alimentos e coordenador dos estudos, que contaram com a colaboração do professor André Souto, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). “A quercetina e a rutina possuem propriedades antitumorais, antiglicêmicas, ajudando a combater o colesterol ruim (LDL) e aumentando o colesterol bom (HDL), além de servir para o sistema nervoso”.
Esses resultados de pesquisa podem significar melhora de qualidade de vida para pacientes diabéticos e portadores de doenças como o mal de Alzheimer. Quem consome jabuticaba ainda estimula o apetite. A fruta é ‘reanimadora’: contém compostos de vitamina C, B2 e B5, e é fonte de minerais como cálcio, ferro e fósforo. Na medicina popular, o chá das cascas de jabuticabas é empregado no tratamento de angina, disenteria e erisipela. Ainda na forma de chá, a entrecasca do fruto é usada contra asma.
Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está em estudo seu emprego na substituição dos corantes sintéticos dos alimentos. A casca das jabuticabas contém antocianinas, pigmentos naturais presentes em frutas e flores cujas cores puxam para o roxo ou o vermelho.
Não faltam qualidades e benefícios às jabuticabas. É mais que justificado, portanto, o apreço histórico e cultural dos brasileiros para com a fruta. Ela merece inclusive as festas e os festivais gastronômicos que, até o final do ano, são promovidas em sua homenagem, em várias cidades mineiras, paulistas e fluminenses.
Essa cumplicidade atravessa gerações e está registrada e documentada em livros, poesias e cartas pessoais. Em 1895, Antonio Carlos de Arruda Botelho, o conde de Pinhal e dono de uma fazenda repleta de jabuticabas na região de São Carlos, interior paulista, insiste numa carta para que a esposa volte da Europa, “porque as jabuticabeiras todas já estavam florindo e prenunciando a mais doce fartura para os últimos dias de outubro”.
Já o poeta Carlos Drummond de Andrade, em trecho de Menino Antigo, nos adoça os sentidos com uma travessura de infância: “Atrás do grupo escolar ficam as jabuticabeiras / Estudar, a gente estuda / Mas depois, / ei pessoal: furtar jabuticaba / Jabuticaba chupa-se no pé”.
Assim, se um vendedor de rua acaso passar com a carriola a vender jabuticabas por litro, compre. Mas não se furte ao prazer de seguir o conselho do poeta: arrume um tempinho, um bom vizinho ou um cantinho de quintal e experimente, pelo menos uma vez, chupar jabuticaba ‘no pé’.

Nomes para todos os gostos
Os nomes populares variam: jaboticaba, jabuticaba, jubuticaba-preta, jabuticaba-rajada, jaboty-caba, yva-hu, sabará, jabuticaba paulista. Em geral, eles se referem à espécie Myrciaria cauliflora. Mas há outras espécies muito próximas: M. jaboticaba, M. peruviana, M. coronata, M. grandiflora, M. aureana, M. phitrantha e M. alongata. Algumas têm frutos mais azedos, ou com gomos, os de casca áspera, um pouco maiores ou um pouco menores. Mas as variações não comprometem a fama nem o sabor da frutinha.
Receita do kassab
Nossa por excelência
Deve ter acontecido umas duas ou três vezes – mas foi sempre inesquecível. Na temporada de jabuticabas, meus pais, meus irmãos e eu nos juntávamos a primos, tios, tias e parentes de graus variados, além de amigos das famílias, e rumávamos para Franca ou São José da Bela Vista, em São Paulo. Lá alugávamos pés de jabuticaba. Isso mesmo: por preços que me pareciam uma pechincha para a época, deixávamos os pés da fruta mais lisos do que antes da florada. E saíamos felizes da vida com baldes e latas carregados da fruta, que mais tarde serviria para fazer geléia, sucos, doces... Ou apenas para ser apreciada in natura por uma família que jamais dispensou uma vasilha cheia de água gelada, em cuja superfície despontavam as cascas escuras de uma delícia que o Brasil tem o privilégio de possuir em seus pomares, campos e matas.
Enfim, jabuticaba sempre foi sinônimo de coisa doce – e mal sabíamos o que estávamos perdendo. Quem emprestou, nos anos 80, ainda mais categoria ao ingrediente, foram os cozinheiros franceses contratados pela então nascente indústria hoteleira nacional. Não foi só a jabuticaba, é claro – maracujá, fruta-do-conde, cupuaçu, a lista é imensa –, mas foi nessa época que ela saltou dos pés, jarras e compoteiras diretamente para dentro das panelas, cobrindo carnes e aves (as caças, especialmente), em copos de batida de cachaça ou vodka, e até mesmo em sobremesas à base de chocolate e tortas de massa crocante. Claude Troisgros, um dos pioneiros, não perde uma oportunidade de falar bem da jabuticaba, assim como grandes chefs de cozinha, brasileiros e estrangeiros. Eles sabem o que dizem.
Fonte:
http://www.terradagente.com.br/NOT,0,0,392770,fruta+arvore+jabuticaba+para+chupar+no+pe+flora.aspx

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Mudas de Jabuticaba! Jabuticabeira sabará



Solo da Jabuticabeira

Jabuticabeira é adaptável à grande diversidade de solos, mas preferem os profundos, por reterem maior índice de umidade, sem exagero. É planta de clima tropical e subtropical úmido; a umidade é fator predominante, mas sem exagero; Não suportam geadas fortes. Pode ser cultivada nas regiões secas, desde que se proceda a irrigação adequada. Os pomares devem ser protegidos contra ventos dominantes, plantando-se cortinas de quebra-ventos.
As mudas e árvores que temos, estão plantadas no solo, elas são retiradas do solo mantendo o torrão. A retirada das mudas mantem-se os torrões que medem aproximadamente de 1 a 2 metros de profundidade e uns 2 metros de circunferência.



domingo, 18 de agosto de 2013

Jabuticabeiras Sabará



A jabuticaba sabará é sem duvida uma das melhores frutas entre a grande quantidade de variedades de frutas existentes em nossos pomares. Entre as jabuticabeiras existentes, sem duvida, a melhor é a SABARÁ. Pertence a jabuticabeira, na classificação botânica, à família das Mirtáceas. Seu fruto muito saboroso é utilizado também na fabricação de licores de jabuticaba, vinagres de jabuticaba, geléias de jabuticaba caseiras e industrializadas, pudim e sorvetes de jabuticaba. Está se fabricando, em escala maior, a polpa da jabuticaba, usando-a para sucos de jabuticabas, refrescos de jabuticaba, doces de jabuticaba, etc. Devido a boa aceitação a procura vem aumentando muito. Tudo o que se faz da uva, faz-se da jabuticaba. É uma arvore de tamanho médio, variando entre 2 a 5 metros de altura. Seus frutos saem desde o tronco e se espalham por todos os galhos até os mais finos, desde que amadurecidos. Sua copa em forma apiramidal, com grande engalhamento, chegando a dificultar a colheita dos frutos.
As mudas de jabuticaba, tem idade de 25 a 30 anos, produzindo desde os 15 anos.
Há citações de diversas variedades de jabuticabas: Paulista, Branca ou Peluda, Coroa, Miúda, de Cabinho ou do Mato, Ponhema, Cipó entre as quais encontramos a JABUTICABA SABARÁ, a mais cultivada que geralmente frutifica as 15 anos, e seus frutos são muito apreciados






quarta-feira, 14 de agosto de 2013

JABUTICABA: AMIGA DA DIGESTÃO E DOS PULMÕES

JABUTICABA: AMIGA DA DIGESTÃO E DOS PULMÕES

A jabuticaba é o fruto da jabuticabeira (Myrciaria trunciflora ou Myrciaria cauliflora e variedades), uma árvore nativa da Mata Atlântica brasileira, que também pertence à família das mirtáceas. É uma árvore muito elegante, de folhas pequenas e com uma curiosidade: as flores e, consequentemente, os frutos nascem em cabinhos que surgem no próprio tronco e até na superfície das raízes expostas. As variedades mais comuns são a paulista, que grande porte e frutos grandes, a Sabará, de porte menor e frutos pequenos e mais doces, a branca, de frutos grandes verde-claros e a ponhema, de frutos grandes, mas que só devem ser consumidos bem maduros e são mais usados para geléias.

Receita para obter mudas
A árvore leva de oito a dez anos para produzir a partir de sementes, mas mudas enxertadas produzem em cinco anos. O Guia Rural Abril de 1986 traz uma interessante receita paranaense para produção de mudas de jabucabeira por meio de estacas de galho.
Pegue um galho de 2,5 metros de comprimento, com uma bifurcação a um metro da base. Retire a casca de 40 cm da parte inferior. Em seguida você vai precisar de um latão de 18 litros com tampa e dois furos nessa tampa: num no meio, por onde você introduz o galho até o fundo do latão e outro furo no canto, por onde você introduz uma mangueira para manter o latão cheio de água. Cave um buraco com profundidade de 1 metro e largura suficiente para acomodar a lata. Tampe bem com terra. Através da mangueira, encha a lata de água duas vezes por semana. Em um mês o galho começará a brotar. A planta formará raízes e a lata desaparecerá com o tempo. A madeira da jabuticabeira é muito resistente.
Os poderes da jabuticaba
Além de saboroso, o fruto da jabuticabeira é uma verdadeira farmácia, respaldada por tradições indígenas e populares. A polpa da jabuticaba é uma saborosa fonte de vitaminas e sais minerais, como cálcio e fósforo. Com as cascas dessa fruta se fazem geléias e um corante para vinho e vinagre, que substitui o sabugueiro, as flores de malva e as papoulas, que dependem de importação. O chá das cascas da jabuticaba também tem muitas propriedades medicinais, pois é antiinflamatório, acalma os intestinos e faz bem para a pele. Até a entrecasca da fruta (película transparente entre a casca e a fruta) é um remédio tradicional contra a asma (veja receita).

FICHA TÉCNICA
Ingredientes a cada 100 g

Calorias 43
Proteínas 1 g
Cálcio 13 mg
Fósforo 14 mg
Ferro 1,9 mg
Vitamina B1 0,06 mg
Vitamina B2 0,16 mg
Vitaminca C 12 mg


RECEITUÁRIO

MEDICINA POPULAR

Contra a asma
Com auxílio de uma faca afiada, retire as entrecascas de 8 jabuticabas e ferva em 1 xícara (chá) de água. Ferva durante 2 minutos, deixe amornar tampado e tome 1 xícara (chá) toda manhã, adoçada com mel.

Chá buscopan contra má digestão
Ferva 2 colheres (sopa) de cascas picadas em 1 xícara (chá) de água por cinco minutos. Tome 1 xícara (chá) de duas em duas horas enquanto sentir mal-estar.

Como laxante suave
Coma polpa de jabuticaba sem as cascas, engolindo as sementes, no café da manhã e no jantar.

Contra dor de garganta
Esmague cinco jabuticabas com casca e polpa em 1 xícara (chá) de água, ferva durante 5 minutos, coe esfregando numa peneira com as costas de uma colher e faça gargarejos três vezes ao dia.

Contra diarréia
Ferva 1 xícara (chá) de cascas em ½ litro de água durante 5 minutos. Deixe amornar tampado e tome ½ copo após cada evacuação.

Papinha corta-diarréia
Tire os caroços de 2 xícaras (chá) de frutas, deixando bastante polpa. Bata no liqüidificador e coe. Tome meio copo às colheradas. Essa mesma papa feita na hora pode ser aplicada sobre feridas, pois é excelente cicatrizante.


COSMÉTICA
Para suavizar a pele
Inclua jabuticabas frescas e geléia de jabuticaba na sua dieta.

Contra caspa
Tire os caroços de 2 xícaras (chá) de frutas, deixando bastante polpa. Bata no liqüidificador e coe. Aplique nos cabelos cinco minutos e enxágüe com água morna. O excesso de oleosidade vai desaparecer e também a caspa.

 

TUDO SOBRE NATIVAS: GOIABA, JABUTICABA, PITANGA

DA MATA ATLÂNTICA PARA A MESA E A FARMÁCIA CASEIRAS
Originárias da América Central e do Sul, a goiabeira, a jabuticabeira e a pitangueira têm muito em comum, pois são árvores da mesma família, a das Mirtáceas, que compreende mais de cem gêneros e cerca de três mil espécies. Dezenas de goiabeiras silvestres, parentes das que conhecemos no comércio, deixaram de ser cultivadas nos quintais e agora só existem no que resta de mato. Elas foram conhecidas de nosso avós como uma verdadeira farmácia indígena, mas não chegaram a entrar em cultivo comercial.
O que reúne todas essas árvores aparentemente tão diferentes numa mesma família é, além de alguns elementos estruturais, o formato em pompom da flor, geralmente pequena e branca, a maioria polinizada por insetos (veja boxe). Na história geológica do planeta, essa família provavelmente descende de um ancestral comum que existia há mais de 100 milhões de anos antes do presente, quando os continentes ainda eram unidos. Depois houve a separação dos continentes e seguidas mutações, dando origem às mirtáceas da América, e de outros lugares do mundo, que evoluíram para as espécies atuais. As frutas e árvores a seguir são um exemplo destacado da importância dessa família botânica para a alimentação, a fitoterapia e a cosmética.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Jabuticabeiras - Estudo

Jabuticabeiras obtidas a partir da semente frutificam, em geral, entre oito e 12 anos após o plantio no campo. Embora raros, existem relatos de plantas que produziram os primeiros frutos aos 15 anos de idade. Como a jabuticabeira recebe água, nutrientes e fica a pleno sol, sem presença de doenças e/ou pragas, a possível causa da falta de frutos pode ser o sistema radicular. Cinco anos vivendo em um vaso, provavelmente as raízes se enovelaram, o que é comum quando plantas ficam muito tempo em um mesmo recipiente. Aquelas que ficam na parte de baixo do torrão devem ser removidas antes do transplantio, para que ocorra um desenvolvimento mais acelerado. No entanto, o procedimento parece ser inviável para uma jabuticabeira de 6 metros de altura e plantada no canteiro, além do que ela aparenta estar saudável. Como a planta está sendo bem conduzido, o melhor, então, é esperar que se iniciasse a frutificação. 
http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI326028-18532,00-CONSULTORIO+AGRICOLA+JABUTICABEIRA+SEM+PRODUCAO.html

domingo, 4 de agosto de 2013

Como combater a ferrugem da jabuticaba

Doença pode causar a perda dos frutos e até a morte da planta

Publicada em: 13/06/2012

Nesta época do ano, as jabuticabeiras estão carregadas. A árvore é bonita, destaca-se pelas inúmeras bolinhas pretas no tronco e espalhadas pelo chão ao redor. Em um pomar ou no quintal das casas, ela chama a atenção. Já as frutas atraem pelo sabor adocicado e marcante. Mas, se existe uma coisa que pode acabar com toda essa beleza é a ferrugem.

ferrugem é uma doença comum, provocada pelo fungo Puccinia psidii. Ela também pode contaminar outras plantas além da jabuticabeira. Nesta, ela compromete bastante a qualidade das frutas, espalhando-se pelas folhas, pelos botões e ramos, formando manchas escuras, cobertas com um pó amarelado. Acontece principalmente nessa época, por causa do clima frio e úmido.

Para combater a ferrugem, é possível fazer soluções caseiras, já que não existem fungicidas registrados e disponíveis no mercado para combater a doença. Uma das soluções é pulverizar um pouco de enxofre diluído em água durante o desenvolvimento dos frutos. A aplicação pode ser feita todos os dias, até que as manchas desapareçam.

Além disso, é possível fazer uma calda bordalesa. Coloca-se 100g de sulfato de cobre em um saquinho de pano, que é deixado de molho em cinco litros de água morna por 24 horas. Em seguida, é adicionado 100g de cal virgem e outros cinco litros de água morna. A solução pode ser aplicada com um pulverizador.

No entanto, antes de aplicar os fungicidas naturais, é melhor cuidar para que os fungos sequer apareçam. Portanto, realize podas periódicas, retirando os ramos em excesso e os que estejam com os primeiros sinais da doença, nunca deixe faltar água ou que a planta fique encharcada. A jabuticabeira também precisa de muita luz e ventilação.
Por: Maria Clara Corsino.


Fonte:http://www.cpt.com.br/noticias/como-combater-a-ferrugem-da-jabuticaba
Leia mais: http://www.cpt.com.br/noticias/como-combater-a-ferrugem-da-jabuticaba#ixzz2b32y3CoB