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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

7 perguntas sobre o cultivo de jabuticaba

Saiba como evitar ataques de insetos à jabuticabeira, prevenir seu estouro, aparecimento de fungos e improdutividade

dia_das_crianças_Sítio_Picapau_Amarelo (Foto: Filipe Borin / Editora Globo)
A jabuticabeira é uma árvore típica da Mata Atlântica, cujos frutos são ricos em vitamina C e vitaminas do Complexo B. Cada 100 gramas tem em média 45 calorias, sendo recomendado o consumo moderado para pessoas com diabetes. Abaixo, você confere as respostas de especialistas às dúvidas enviadas pelos nossos leitores:
1) Ataques de insetoMarimbondos estão estourando as jabuticabas dos 15 pés que tenho em minha chácara. O que eu faço? Pergunta de Maria Luzia Novaes, São Paulo (SP).
Marimbondos e abelhas podem causar danos aos frutos da jabuticabeira. Isso porque ambos se alimentam do néctar das jabuticabas, tornando-as impróprias para consumo. Um paliativo para minimizar o problema é a utilização de calda de fumo, cuja finalidade é repelir os insetos. Misture 100 gramas de fumo de corda com meio litro de álcool e, em seguida, adicione meio litro de água. Mantenha a solução em descanso por 15 dias. Corte 100 gramas de sabão em pedra neutro em pedaços pequenos e dissolva-os em 10 litros de água quente. Deixe esfriar e junte à mistura curtida e coada.
As pulverizações devem ser aplicadas no fim do dia. Se possível, faça também plantio de citronela, planta que é um repelente natural. A visita de um profissional, antes de aplicar qualquer outra medida, se faz necessária para obtenção de diagnóstico correto quanto ao ataque de broca na lichia.
Consultor: Diego Xavier, técnico de apoio do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Campinas, SP, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tel. (11) 4582-7284, dxavier@iac.sp.gov.br
2) Abelhas nas jabuticabas: Abelhas irapuás estão comendo os frutos ainda verdes da jabuticabeira. O que se deve fazer para interromper o ataque delas? Pergunta de Maria José de Souza Silva, Maceió (AL).
Apesar de serem pragas agrícolas de muitas espécies de frutas, é bom lembrar que as abelhas irapuás ou arapuás,Trigona spinipes, também têm importante papel no auxílio da polinização de fruteiras e na produção de mel. Elas procuram nas plantas partes nas quais possam coletar resina para a construção de seus ninhos. Quando estão causando prejuízos à cultura, no entanto, não são difíceis de ser combatidas. A grande dificuldade está no fato de que a principal recomendação de controle é eliminar a colmeia que, às vezes, está instalada distante do local de ataque.

Siga as abelhas quando elas retornam para o ninho ao entardecer. Ao localizar o ninho, leve-o para um lugar ainda mais longe, cujo procedimento é melhor que seja feito por um profissional, como um pesquisador, apicultor ou meliponicultor, que possua conhecimentos técnicos e os materiais, além das devidas autorizações legais, para a captura, deslocamento e instalação da colônia em outra área que não cause transtornos. Como em geral são ninhos pequenos, não há a necessidade de aplicar inseticidas, sobretudo devido ao perigo do manuseio e aplicação de agrotóxicos sem as devidas precauções.
Consultor: Eduardo Suguino, pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, esuguino@apta.sp.gov.br
3) Estouro das jabuticabas: Embora as jabuticabas nasçam sadias e apresentem bom desenvolvimento, quando estão amadurecendo as cascas se rasgam, o fruto seca no próprio pé e, em seguida, cai. Como é possível recuperar a jabuticabeira, pois já perdi uma florada? Pergunta de Fabio Ferreira Jardim, Araraquara (SP).
Conhecido como estresse hídrico na literatura científica, irrigações descompensadas podem ser a causa da rachadura das jabuticabas. Por vários dias a planta recebe muita água, mas depois passa por uma época prolongada de seca seguida, então, por períodos chuvosos ou, novamente, por irrigações. Deficiência nutricional e ataques por insetos também são fatores que podem facilitar o rompimento das cascas. A visita de um profissional para analisar a jabuticabeira de perto é a recomendação para obter um diagnóstico mais preciso e o tratamento mais adequado.
Consultor: Diego Xavier, técnico de apoio do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Campinas, SP, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tel. (11) 4582-7284, dxavier@iac.sp.gov.br
4) Ferrugem na jabuticabeira: Como se combate a presença de ferrugem em jabuticabeiras? Pergunta de Luis Carlos Soares de Lima, São Sebastião do Paraíso (MG).
A ferrugem é uma doença que ataca as jabuticabeiras e é provocada pelo fungo Puccinia psidii. Afeta folhas, botões, frutos e ramos, formando manchas necróticas circulares com a presença de um pó amarelo vivo. Ocorre principalmente em períodos de baixas temperaturas e alta umidade do ar.
Não existem fungicidas registrados para o combate da doença, mas indica-se a aplicação de enxofre em pó molhável, que controla a ferrugem e é pouco tóxico, durante o desenvolvimento dos frutos. Pode-se pulverizar também com calda bordalesa, elaborada com 100 gramas de sulfato de cobre dentro de um saco de pano e colocado de molho em 5 litros de água morna. Após 24 horas, junte o material a uma solução de 100 gramas de cal virgem com 5 litros de água e misture bem. Em seguida, coe e despeje em um pulverizador para aplicar na planta. Outras medidas que podem ser adotadas são: realizar uma poda de limpeza, retirando os ramos em excesso, os doentes, os quebrados e os mal posicionados, a fim de arejar e aumentar a insolação interna da copa; não deixar faltar água nas plantas; e adubar as jabuticabeiras com esterco de curral curtido.
Consultor: José Carlos Cavichioli, pesquisador da Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Av. Miguel Stéfano, 3900, Água Funda, São Paulo, SP, CEP 04301-903, Tel. (11) 5067-0447.
agricultura_jabuticaba (Foto: Thinkstock)
5) Jabuticabeiras improdutivas: O que pode estar impedindo a produção de um pé de jabuticaba com cerca de 15 anos e outro com 10 anos, que fazem parte do pequeno pomar do quintal da casa do meu avô? Pergunta de Vitor Higino de Almeida JesusMauá (SP).
Muitos são os fatores que, isoladamente ou não, podem interferir e impedir produção de frutos nas jabuticabeiras. A genética da planta, as diversas enfermidades existentes na cultura, os aspectos do meio ambiente onde está instalada a plantação, e a nutrição insuficiente para o desenvolvimento da fruteira são alguns deles. Para desvendar o problema, a melhor sugestão é solicitar a visita de um profissional da área agrícola, para que ele possa coletar informações no local e, assim, diagnosticar com maior precisão o que está danificando a evolução da jabuticabeira. Ciente da situação, ele poderá indicar medidas, se houver, para a correção da planta.
Consultor: Diego Xavier, técnico de apoio do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Campinas, SP, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tel. (11) 4582-7284, dxavier@iac.sp.gov.br

6) Jabuticabeira de fôlego: Um amigo tem no quintal de sua casa duas jabuticabeiras, sendo uma com características peculiares: frutos de tamanho acima da média, com casca grossa e polpa consistente. Gostaríamos de saber a qualidade e como retirar mudas da planta. Liz Zanchetta Dagostino, São Paulo (SP)
É possível que se trate de uma jabuticabeira-ponhema, cujos frutos chegam a atingir 5 centímetros de diâmetro. A jabuticabeira-sabará, mais fácil de encontrar, possui frutos com diâmetros variando de 1,5 a 3 centímetros. Devido ao fruto menor e mais adocicado, a sabará tende a ser a mais apreciada pelos consumidores. Para obter mudas da jabuticabeira-ponhema, indica-se a propagação vegetativa, procedimento que reduzirá o tempo necessário até ocorrer a primeira frutificação. O método mais utilizado para se propagar jabuticabas, em geral, é a enxertia por garfagem.
Consultor: Eduardo Suguino, pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, esuguino@apta.sp.gov.br

7) Fungos nas jabuticabas: Qual medida devo tomar, ao menor custo possível, para tratar dos fungos presentes nos 60 pés de jabuticabas que tenho em meu sítio? Pergunta de Denise Vianna de Andrade Lima, São Paulo (SP).
O mais indicado é recolher amostras do “fungo” da planta e enviá-las a um profissional ou a alguma instituição de pesquisa ou casa da agricultura da região. O objetivo é fazer a correta identificação do patógeno, para que seja sugerido o tratamento mais adequado para a recuperação das jabuticabeiras.
Fotos, em alguns casos, auxiliam no rápido reconhecimento do problema. E, mesmo que seja confirmada a presença da doença, é necessário o acompanhamento de aplicação do agrotóxico por um profissional habilitado, visto que há um número relativamente grande de plantas infestadas e há a possibilidade de perigo de contaminação pelo manejo inadequado.
Consultor: Eduardo Suguino, pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, esuguino@apta.sp.gov.br

Fonte:http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2014/11/7-perguntas-sobre-o-cultivo-de-jabuticaba.html

Um comentário:

  1. A minha Jabuticabeira, cultivada em vaso na varanda do apartamento está com caracóis que deixam um muco nas folhas... Mas já é a terceira vez que da frutos este ano, então acho que ela vai bem... Como posso elimina-los?

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