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domingo, 22 de novembro de 2015

Jabuticabeiras centenárias



Fonte: Osvaldo Piccinin

Jabuticabeiras centenárias

Jabuticabeiras centenárias
(*) por Osvaldo Piccinin
Existem muitas coisas que são típicas do Brasil. A jabuticabeira é uma dessas preciosidades. Esta frutinha de cor preta e sabor agridoce é nativa do nosso país.
Hoje temos variedades precoces, modificadas geneticamente, que dão frutos com apenas dois ou três anos depois de plantadas, mas nem sempre foi assim. Antigamente as árvores nativas demoravam de dez a quinze anos para começarem a produzir.
Quero homenagear quatro jabuticabeiras centenárias que fizeram parte da minha infância e acompanham minha família por três gerações. Trata-se de pés francos, ou seja, nascidos de sementes e não de um enxerto.
O autor dessa proeza foi meu bisavô, Pietro, há quase cento e trinta anos, quando imigrou da Itália para Tatu, um lugar próximo da cidade de Limeira/SP, a fim de trabalhar com seus dois filhos numa fazenda de cultivo de café lá pelos idos de 1890, logo após a uma terrível crise na Europa.
Contava meu avô, que estas árvores deram os primeiros frutos quinze anos após o plantio das sementes. São da variedade Sabará e seus frutos maravilhosamente adocicados pela natureza são do tamanho de uma bola de gude, negras e brilhantes – obra prima da natureza!
As frutíferas, com vinte anos de idade, portanto produzindo há cinco, foram transplantadas pela primeira vez, quando a família se mudou para outro lugar distante. Não  tiveram dúvida, apesar de muito trabalho, levaram as árvores junto e no quintal da nova casa foram plantadas. Lá ficaram por mais vinte anos produzindo frutos e fazendo a alegria da família. Assistiram meus avós envelhecerem e criarem todos seus onze filhos.
Em seguida houve mudança novamente e desta vez para o sítio que meu avô acabara de comprar. E lá se foram as jabuticabeiras onde ficaram por mais cinqüenta anos, e aí começou a nossa amizade e a nossa história.
No sítio onde nasci, ocupavam um lugar bucólico no final da colônia. Recebiam água em suas raízes quase que diariamente, coisa que gostam muito e lhes faz produzir em abundância.
Ficavam enfileiradas uma ao lado da outra e tinham praticamente o mesmo porte, bastantes galhos e muita carga todo ano. Além das frutas, também nos forneciam forquilhas para nossos estilingues, que ignorantemente usávamos para caçar os indefesos passarinhos.
Quando floresciam, eram as abelhas que faziam festa em suas flores brancas e perfumadas. Logo em seguida à florada, vinham os pequenos frutos verdes, praticamente um em cima do outro, agarrados firmemente em seu tronco e galhos.
Éramos muitos meninos no sítio e todos acompanhavam a evolução dos frutos até a maturação, com atenção e respeito, pois foi assim que nossa avó nos ensinou - ninguém podia pegar uma fruta sequer antes que todas estivem maduras - e recebêssemos sua autorização.
A produção era tanta que além de nos deliciarmos chupando as frutas ainda sobrava para geleias, vinhos e para os sabiás e sanhaços.
Lembro-me de minha avó sentada embaixo das fruteiras contando para nós a história dessas árvores, bem como nos passando sábios ensinamentos de vida. Para não estragar os frutos do topo das árvores ela nos recomendava começar a colheita pela parte de baixo do tronco. Ela repetia sempre o mesmo conselho: "Não vão engolir o caroço, pois poderão entupir 'o cano da descarga!'". Quem não obedecia, se dava mal, com certeza.
Mas a história das jabuticabeiras viajantes não parou por aí. Depois de vários anos neste local, meu pai as transplantou novamente para o sítio dele, não muito distante. E estão até hoje produzindo frutos por mais quarenta anos - uma bênção!
Segundo fontes agronômicas, se bem cuidadas estas árvores viverão por duzentos anos ou mais e com certeza ainda farão a alegria de muitas gerações.
E VIVA AS JABUTICABEIRAS DO BRASIL!
Osvaldo Piccinin Crônicas
(*) Osvaldo Piccinin é engenheiro agrônomo formado pela ESALQ e sócio-fundador da Agro Amazônia.
Foto: Reprodução / Emater-GO

Um comentário:

  1. Procurando orientação de como transplantar meu presente da Natal, uma jaboticabeira bebê, encontrei sua linda história. Sou neta de imigrantes italianos que contaram histórias semelhantes, e, me emocionei com a história das suas árvores frutíferas.
    Vou replantar a minha e espero chegar a meus 76-80 anos para poder comer os frutos dela, ou deixar uma herança frutífera para os meus como seu avô deixou.
    Obrigada pela postagem, saúde e sucesso!!
    Beth.

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